Ep. 128 — Ep.128 - Triatleta Campeão do Ironman 70.3 Panamá - Fellipe Santos - stemma podcast
Ep.128 - Triatleta Campeão do Ironman 70.3 Panamá - Fellipe Santos - stemma podcast
Resumo
No episódio, Fábio Bessa e Thiago recebem o triatleta Fellipe Santos para uma conversa longa e muito franca sobre carreira esportiva, bastidores do triathlon e a realidade financeira de ser atleta no Brasil. Fellipe conta que começou no triathlon aos 9 anos por influência do pai (também triatleta e professor de educação física) e cresceu no ambiente do Troféu Brasil e do SESC Caiobá. Ele descreve a alegria e a cultura do esporte na adolescência, mas também expõe cedo as frustrações com premiações, organização e o “perrengue” de viagens e oportunidades no circuito de base/continental. A narrativa amarra como essas experiências moldaram sua resiliência e sua visão pragmática de carreira. A virada para a longa distância vem após frustrações no caminho olímpico, e Fellipe relembra com detalhe
Destaques
- A trajetória esportiva no Brasil pode formar atletas muito cedo, mas falhas de organização (premiação, logística, comunicação) geram frustração e abandono de projetos no caminho olímpico.
- Migrar do curto para a longa distância pode ser tanto uma decisão esportiva quanto emocional: a experiência em provas-ícone (como Kona) funciona como gatilho de identidade e propósito.
- Treinar sempre em grupo aumenta aderência e prazer, mas pode induzir intensidades erradas, especialmente na corrida, elevando risco de lesão e travando evolução no longo prazo.
- A cultura de “precisa ser muito magro” pode produzir restrição alimentar, efeitos de longo prazo em saúde óssea e performance, e um ciclo de cobrança que só melhora com suporte técnico e psicológico adequado.
- No Brasil, patrocínio tende a priorizar alcance e influência, e não necessariamente resultado esportivo; performance isolada não garante contratos, o que empurra atletas a virarem criadores de conteúdo e empreendedores.
- A profissionalização global (PTO/Ironman Pro Series, prêmios maiores, tecnologia como túnel de vento e protótipos) elevou o nível e aumentou a distância entre a elite mundial e atletas de países com menos estrutura.
- Transformar viagens e provas em ativos de negócio (networking, captação de alunos, training camps) pode ser mais sustentável do que depender exclusivamente de patrocínio tradicional.
Tópicos: Carreira no triathlon: base, Troféu Brasil, SESC Caiobá e transição para longa distância, Bastidores de patrocínio, influência e sustentabilidade financeira do atleta no Brasil, Treinamento, lesões, cultura de peso e performance (Wagner/Ronaldo, consistência e prevenção), Comparação Brasil vs exterior: PTO, Ironman Pro Series, premiações e profissionalização
Citações
- “o esporte ele mudou minha vida tipo tudo que eu tenho hoje tudo que eu sou hoje eu construí em cima do triatlon sabe” — Fellipe Santos
- “cara você vão me criticar de qualquer jeito então vai depender de como eu vou receber” — Fellipe Santos
- “como que você quiser esqueça não me interessa ficar magro me interessa tá forte disposto para treinar todo dia” — Fellipe Santos
- “não adianta ser bom” — Fellipe Santos
- “eu não ganho R 1 real eu trabalho sete dias na semana e é injusto só porque eu perform sabe” — Fellipe Santos