Ep. 158 — EP. 158 - Head Coach TEAM e Triatleta - Rafael Turtera - Stemma Sports
Descrição
Resumo
O episódio recebe Rafael Turtera (Stemma Sports), head coach do TEAM e triatleta, para uma conversa sobre obsessão por desafios, construção de carreira no esporte e os bastidores de empreender jovem. Ele conta como começou a correr ainda criança influenciado pelos pais (que já tinham assessoria esportiva), como passou pelo atletismo federado e como migrou para o triathlon indo direto para distâncias longas. A narrativa é guiada por momentos de virada: a vontade de se superar, as quebras em prova como fonte de aprendizado e a visão de longo prazo de viver “no meio” onde ele queria se inspirar. Rafael detalha escolhas pouco convencionais, como fazer maratona aos 18 e Ironman cedo, além do impacto que teve ao ver Tim Don largando e performando no Ironman Brasil 2017. Ele compartilha erros e
Destaques
- Quebrar em prova pode ser um dos melhores professores: Rafael reforça que falhas e quebras viram aprendizado prático e calibram ambição, especialmente quando se começa cedo em distâncias longas.
- A construção de marca pessoal foi decisiva para destravar crescimento: criar logo, Instagram, uniforme e separar posicionamento de “performance” dentro do mercado de assessorias ajudou a reduzir ruído de percepção e atrair o público certo.
- A pandemia funcionou como gatilho de transformação do modelo de negócio: o presencial caiu, o online virou saída, e a expansão veio com processo de contratação e aumento gradual de treinos presenciais.
- Gestão se aprende (e se sistematiza): controle de custos, planilhas, reservas e investimento foram aprendizados trazidos do pai e aplicados para sustentar a operação em fases de alta e baixa.
- O mercado europeu de endurance é menos “high-touch”: muitos atletas compram planos prontos e seguem de forma mais autônoma, diferente do Brasil, onde assessoria presencial, feedback frequente e comunidade são diferenciais fortes.
- Virar profissional pode ser um laboratório temporário: ele defende que atletas com nível para isso vivenciem o pro para aprender, mesmo que depois voltem ao amador, pois a bagagem competitiva e técnica acelera evolução.
- Moradia no exterior pode cobrar um preço emocional alto: isolamento, choque cultural e luto impactam rotina, performance e trabalho; buscar terapia e fortalecer rede de apoio vira parte do plano de longo prazo.
Tópicos: Transição do atletismo para o triathlon e foco em longas distâncias, Empreendedorismo em assessoria esportiva (marca, contratação, crescimento e operações), Diferenças entre mercado de treinamento esportivo no Brasil vs Alemanha/Europa, Vida de atleta profissional: aprendizado, ambiente competitivo e planejamento de provas, Saúde mental, luto e rede de apoio no contexto de morar fora
Citações
- “eu sou um cara que eu sou muito de desafio eu gosto de ir atrás de recorde eu gosto de tipo eu quero buscar me superar de alguma forma” — Rafael Turtera
- “eu falo que as provas que a gente quebra são as que a gente mais aprende né” — Rafael Turtera
- “para mim é assim o meio que você vive é onde você se inspira então se eu quero chegar lá eu tenho que viver nesse meio” — Rafael Turtera
- “não existe isso do treinador uma barraquinha no parque treina treino feedback de cada treino de olhar cada impressionante impressionante só aqui no Brasil mesmo” — Rafael Turtera
- “quando a gente foi pra Alemanha o primeiro ano foi muito duro a gente apanhou para caceta muito muito muito mesmo” — Rafael Turtera