Ep. 162 — EP.162 - Erika Soares - Ciclista e Treinadora Campeã L'ETAPE BRASIL 2024 - Stemma Podcast
Descrição
Resumo
O episódio recebe Erika Soares, ciclista, treinadora e vencedora de provas importantes do calendário amador (como L’Étape e Gran Fondo), para contar a transição de uma vida inteira ligada à musculação e às aulas de spinning para o ciclismo de estrada competitivo. Ela descreve como, ainda na infância, transitou por vários esportes, mas só encontrou constância com a musculação a partir dos 15 anos, chegando a ganhar mais de 20 kg e quase entrar no fisiculturismo. Ao rejeitar o caminho de hormônios e palco, manteve a rotina de treino e construiu uma base física que mais tarde seria decisiva para aguentar volume e consistência no endurance. A virada veio quando começou a pedalar com a bike do então marido, conheceu pelotões em Barueri e entrou no projeto da Lulu (com Gisele Gasparoto e Ronaldo
Destaques
- Base física consistente (anos de musculação e spinning) pode acelerar adaptação ao endurance, mas ciclismo exige técnica e leitura de corrida, não só força.
- No pelotão, a limitação inicial pode ser neuromuscular e cognitiva (explosão + atenção + antecipação), e assistir provas ajuda a entender a dinâmica e estratégia.
- Treinamento estruturado difere radicalmente de aulas de spinning: métricas como potência, periodização e ferramentas (ex.: TrainingPeaks) mudam a tomada de decisão e o controle de carga.
- Performance, na visão da Erika, é relativa ao contexto do aluno; o papel do treinador é elevar a pessoa dentro da realidade dela, sem criar dependência diária.
- Erros comuns de iniciantes (não usar marchas, evitar o drop, medo de descida/curva) geram ineficiência e risco; técnica precisa evoluir junto com condicionamento.
- Provas femininas de elite no Brasil tendem a ser curtas e explosivas; já o circuito amador mista favorece provas longas e traz a polêmica do vácuo/gregário masculino.
- Vitórias importantes constroem autoconfiança e reforçam que no ciclismo o resultado é probabilístico: posicionamento, leitura e acontecimentos da prova podem virar o jogo.
Tópicos: Transição da musculação e spinning para o ciclismo competitivo, Treinamento de ciclismo: potência, periodização, TrainingPeaks e individualidade, Técnica e dinâmica de pelotão (resposta a ataques, posicionamento, descida e uso de marchas), Diferenças entre provas femininas de elite e provas amadoras mistas (gregário e vácuo), Construção de autoconfiança e mentalidade em provas longas (sofrimento e tomada de decisão), Ciclismo feminino e inspiração: Tour de France Femmes e brasileiras no cenário internacional
Citações
- “bom lembrar você que tá assistindo no YouTube de se inscrever no nosso canal deixa o like aí comenta compartilha manda PR os amigos e seja membro do isema né” — Tiago C
- “cara eu quero trabalhar com ciclismo” — Erika Soares
- “eu gosto de performance mas eu entendo que performance não é que a pessoa vai ser um atleta ou vai fazer um letup para baixo de 4 horas não é essa performance” — Erika Soares
- “mas é Aquela Velha História numa prova tudo pode acontecer” — Erika Soares
- “eu catei a bicicleta botei aqui e sai correndo saí correndo” — Erika Soares