Ep. 241 — EP.241 - O Maior Desafio é o Emocional: Fernando Scheffer - Medalhista Olímpico | stemma podcast
Recebemos neste episódio o Nadador Medalhista Olímpico 🥉 nos Jogos de Tóquio 🇯🇵 nos 200m livres para uma conversa sobre dedicação, busca pela excelência e foco até conseguir o que buscava. @f_scheffer após se destacar no cenário nacional nos 200m livres, foi Campeão Sul-americano, Panamericano e Mundial além de quebrar o recorde nos 4x 200m livre em Hangzhou 🇨🇳 (2018). Uma conversa valiosa para quem escutar e quiser aprender com alguém que chegou entre os melhores do mundo no que se propôs a fazer! Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Hosts: @fabiobessaaa & @thikawamura Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Gravação: @estudio Edição: @acqua_xtreme Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports
Resumo
O episódio recebe o nadador Fernando Scheffer para uma conversa centrada no “maior desafio” do alto rendimento: o emocional. Ele reconstrói a própria trajetória desde a infância, quando começou a nadar influenciado pelo irmão mais velho, passando pela fase em que ainda não era o mais talentoso do grupo, mas decidiu que esforço seria a sua vantagem competitiva. A virada de chave profissional aparece por volta de 2015, quando, aos 17 anos, ele percebe que seus tempos já o colocavam no radar do revezamento olímpico. A conversa também contextualiza o ambiente de treino e competição no Brasil, a busca por provas internacionais e como o calendário influencia a preparação. Um ponto central é a seletiva olímpica para o Rio, quando ele não se classifica e entende, na prática, como o nervosismo pod
Destaques
- Objetivos de processo (controláveis) reduzem frustração e aumentam consistência, enquanto metas de resultado (ganhar/medalhar) amplificam ansiedade.
- A semifinal pode ser mais difícil que a final, porque “não vale medalha”, mas decide quem terá chance de disputar o pódio, elevando a tensão e o risco de erro.
- A preparação emocional precisa ser treinada como a física: sem estratégia mental, o atleta não consegue colocar na competição o que treinou.
- Leveza e coesão de equipe em revezamentos podem destravar performances acima do esperado, especialmente quando há baixa pressão externa e alta sincronia interna.
- O adiamento da Olimpíada na pandemia trouxe incerteza, mas também permitiu “resetar” expectativas e chegar mais fresco emocionalmente.
- Depois de uma grande conquista, a armadilha da expectativa pode virar um ciclo de cobrança infinita (“nunca é suficiente”), minando confiança e afetando performance e saúde.
- Para ciclos longos (até 2028), focar no próximo passo palpável (temporada/competição) ajuda a evitar dispersão mental e melhora a execução do básico.
Tópicos: Psicologia do esporte e controle de expectativas, Preparação e seletivas olímpicas (pressão e execução), Treinamento de natação de alto rendimento e estratégia de prova, Olimpíadas de Tóquio na pandemia e performance sob restrição, Pós-medalha: motivação, cobrança interna e ciclos olímpicos, Cenário atual da natação brasileira e novos talentos
Citações
- “A expectativa é uma coisa muito perigosa, se a gente não sabe medir isso muito bem, né? Uma armadilha muito grande.” — Fernando Scheffer
- “Quero cair na água e cada metro que eu tiver nadando ali, eu quero quero tá sentindo, me sentir vivo, sabe? aproveitar aquilo.” — Fernando Scheffer
- “Não muda nada, cara.” — Fernando Scheffer
- “É, então tem cinco caras na final ali cagando nas calças, pensando como que eles vão ganhar de ti amanhã.” — Fernando Scheffer