Ep. 28 — EP.28 - Você perde xixi no treino? - Vanessa Marques & Bruna Mahn - Stemma Performance
Podcast que une a teoria à prática do universo do endurance. Conteúdos técnicos com embasamento científico de forma descomplicada e direta. Uma parceria com o @stemmasports Episódio 28 • Bruna Mahn - triatleta profissional durante 10 anos e educadora física. @bruna_mahn Vanessa Marques - Fisioterapia Obstétrica e Pélvica Fisioterapeuta há mais de 16 anos, foi na especialização de obstetrícia que ela se apaixonou pelo mundo de mulheres e da maternidade. Desde o meu primeiro atendimento, tem como missão auxiliar e ajudar as mulheres na jornada da vida e da maternidade dando a elas segurança e confiança para serem a “donna” do corpo e da via de parto escolhida. Vanessa não tem dados numéricos mas, desde 2007, já foram muitas mulheres atendidas direta e indiretamente. Sempre com muito respeito e de forma humanizada, quer seguir com a missão em cada atendimento. Nas redes sociais: @donnafisio Onde procurar profissionais capacitados : https://abrafism.org.br/
Resumo
Bruna Mahn abre o episódio do Stemma Performance trazendo um tema tabu, mas extremamente comum entre mulheres que treinam: a perda de urina durante corrida, academia, CrossFit e atividades de impacto. Ela convida a fisioterapeuta Vanessa Marques, especialista em obstetrícia e ginecologia, para explicar por que “perder xixi” não deve ser normalizado e como isso afeta diretamente qualidade de vida, bem-estar e até a continuidade no esporte. A conversa segue num tom educativo, com exemplos práticos do dia a dia, reforçando que o problema costuma começar com “uma gotinha” e vai evoluindo se não houver intervenção. As duas também destacam o constrangimento e as adaptações que muitas mulheres fazem (como trocar a cor da roupa ou usar absorventes específicos) antes de buscar ajuda. Vanessa descr
Destaques
- Perda de urina em qualquer quantidade (até ao espirrar ou rir) caracteriza incontinência urinária e não deve ser considerada normal.
- O assoalho pélvico sustenta órgãos e participa de continência urinária/fecal e função sexual; impactos repetidos (corrida, jump, CrossFit) aumentam demanda sobre essa estrutura.
- Nem todo caso é fraqueza: atletas podem ter força boa, mas falha no relaxamento (hipertonia), o que exige abordagem diferente e torna arriscado seguir exercícios genéricos da internet.
- A primeira linha de tratamento (padrão ouro) é fisioterapia pélvica com avaliação individual (anamnese, exame físico, postura, educação anatômica) e orientação de hábitos (diário miccional, terapia comportamental).
- Há fatores simples que podem agravar sintomas, como cafeína e hábitos de segurar urina por muitas horas, levando a alterações de elasticidade e capacidade de armazenamento da bexiga.
- Incontinência e sintomas urinários impactam diretamente qualidade de vida e participação social, especialmente em idosas; fralda/absorvente pode dar segurança, mas não deve ser a solução definitiva se houver tratamento.
- Asssoalho pélvico funcional (contrair e relaxar adequadamente) pode ajudar a reduzir recorrência de infecção urinária ao melhorar esvaziamento vesical e padrões miccionais.
Tópicos: Incontinência urinária em mulheres no esporte (corrida, CrossFit e impacto), Assoalho pélvico: anatomia, função e sinais de alerta, Fisioterapia pélvica como padrão ouro e avaliação individual, Hábitos urinários, irritantes (cafeína) e diário miccional, Infecção urinária, esvaziamento vesical e relação com hipertonia, Como encontrar profissionais credenciados (Crefito, especialização e redes de indicação)
Citações
- “não é normal perder em nenhuma situação isso é muito importante a gente falar não é normal” — Vanessa
- “a primeira linha de tratamento que a gente chama de padrão ouro é fisioterapia pélvica” — Vanessa
- “mulheres a o que fica não é normal perder xixi não é normal fazer xixi e parecer que não fez não é normal espirrar e fazer xixi nada disso é normal” — Bruna
- “se você quer correr mais... tem que ter saúde do sóleo pélvico” — Vanessa