Ep. 299 — EP.18 - Bases do Treinamento Esportivo - Paulo Puccinelli & Douglas Miranda - Stemma Performance
Podcast que une a teoria à prática do universo do endurance. Conteúdos técnicos com embasamento científico de forma descomplicada e direta. Uma parceria do @meu.doc com o @stemmasports
Resumo
No EP.18 do Stemma Performance dentro do projeto Fintech Makers, o host Dr Paulo Puccinelli conduz uma conversa com Dr Douglas Miranda sobre as bases do treinamento esportivo para endurance, conectando teoria, prática e a realidade de quem concilia treinos com trabalho e família. O episódio começa com a proposta de ensinar o atleta a “ler” a planilha: entender por que certos estímulos aparecem, em qual fase do ciclo e como isso se conecta ao objetivo final. A entrevista segue num formato didático, avançando de avaliação inicial e monitoramento de carga até periodização, polimento e organização de múltiplas provas ao longo do ano. O resultado é um guia prático para o atleta parar de treinar “no escuro” e participar do processo de planejamento. Douglas detalha como estrutura sua análise ini
Destaques
- Uma avaliação inicial robusta combina anamnese (histórico esportivo, lesões, objetivos e rotina) com testes de laboratório e/ou campo para definir zonas e intensidades de treino com mais precisão.
- Monitorar treinamento exige olhar simultaneamente para carga externa (volume e intensidade prescritos) e carga interna (resposta do atleta), investigando causas quando a execução planejada começa a falhar de forma recorrente.
- Percepção de esforço é a métrica mais simples e, quando bem desenvolvida, pode ser a mais precisa; ainda assim, faz sentido combinar RPE com frequência cardíaca, pace e potência conforme o tipo de sessão.
- Para a maior parte do volume em endurance (zonas 1 e 2), frequência cardíaca ajuda a limitar exageros e manter o atleta na intensidade correta; para treinos de ritmo e intensidade, pace/potência ganham protagonismo.
- Não há “uma” distribuição universal (piramidal vs polarizada) que vença sempre; o que manda é a individualidade biológica e a regra prática de que volume e intensidade se equilibram (aumentar um exige reduzir o outro).
- Polimento é necessário para chegar inteiro na prova e pode incluir estímulos em ritmo de prova com volume menor; o objetivo é recuperar reservas e reduzir microlesões, sem entrar em destreinamento.
- É possível ter mais de um ciclo grande por ano, mas isso depende do atleta e do contexto; após cada objetivo, uma transição ativa e uma revisão do ciclo ajudam a engatar o próximo com mais qualidade.
Tópicos: Avaliação do atleta (anamnese, testes laboratoriais e testes de campo), Carga externa vs carga interna e monitoramento de recuperação (sono, nutrição, HRV), Métricas de treino: percepção de esforço, frequência cardíaca, pace e potência, Periodização: modelos (clássica e reversa) e estratégias (piramidal e polarizada), Polimento (taper) e preparação prática para o dia da prova, Planejamento de múltiplas provas e ciclos ao longo do ano
Citações
- “a gente eh explorar esse caminho eh e traçar alguns entendimentos para que o atleta que está nos assistindo Olhe paraa planilha dele e entenda eh O que está sendo prescrito ali e por está sendo prescrito e aonde o atleta quer chegar” — Dr Paulo Puccinelli
- “as a carga externa são aquelas que a gente manipula que é volume intensidade a quantidade de treino e a dificuldade do treino Essa é a carga externa que nós manipulamos nós treinadores e a carga interna é exatamente aquilo que o atleta entrega ou como o corpo dele responde a essa carga” — Dr Douglas Miranda
- “o polimento é necessário e eu defendo a ideia de que todo mundo precisa fazer mas existem estratégias diferentes de polimento” — Dr Douglas Miranda
- “a semana da prova é para você chegar 100% porque num final de semana de treino qualquer você não precisa chegar a 100%” — Dr Douglas Miranda