Ep. 37 — EP.37 - Performance - Thiago Kawamura, Ricardo Gigioli & Marina Richwin - Stemma Performance
Descrição
Resumo
O episódio reúne Thiago Kawamura com Ricardo Gigioli e Marina Richwin para um papo mais “mão na massa” sobre performance em maratonas, usando como fio condutor o ciclo e o dia da prova de Chicago. Marina descreve a experiência completa: a escolha por uma major plana e rápida, a logística da viagem e do pré-prova, a ansiedade na largada e até o perrengue de sair com vontade de fazer xixi. Ao longo do relato, ela detalha como as condições externas (temperatura, vento, organização e torcida) e as variáveis internas (nutrição, cabeça e sensação corporal) precisam encaixar para um resultado excepcional. O episódio também contrasta a “curtição” do início com a dureza do final, quando ela diz ter chegado à exaustão real na reta final para fechar 2:42. Na parte de treinamento, Ricardo explica com
Destaques
- Definir zonas e ritmos com teste ergoespirométrico (com ventilatório e lactato) transforma a qualidade do ciclo, porque cada treino passa a ter alvo fisiológico claro, não só sensação.
- Aprender a “treinar lento” em rodagens e longos pode ser o maior destravador para maratonistas amadores: aumenta capacidade aeróbia, melhora recuperação e reduz risco de lesão sem perder performance.
- O salto de performance tende a vir mais de ajustes finos consistentes (frequência, volume, distribuição de intensidade, taper bem feito) do que de mudanças bruscas ou “heróicas”.
- Nutrição é treinável: aumentar carboidrato por hora (ex.: gel a cada 20 minutos) exige progressão nos longos para garantir tolerância e evitar surpresas no dia da prova.
- Monitorar fadiga e recalibrar carga com feedback real (pós-prova dura, doença, treinos que não saem) é parte central do treino; seguir planilha sem ajustes pode gerar supercompensação negativa.
- Na maratona, decisões de ritmo cedo demais custam caro: passar a meia “bem” não significa que dá para apertar; a fadiga acumulada muda a equação depois do km 30.
- Para provas técnicas como Boston, força (especialmente para suportar contrações excêntricas em descidas) e treinos específicos de terreno viram prioridade, mais do que perseguir PR a qualquer custo.
Tópicos: Treinamento de maratona baseado em zonas (ergoespirometria e lactato), Estratégia de rodagens leves, controle de carga e prevenção de lesão, Nutrição em prova: ingestão de carboidrato, gels e treino de tolerância, Psicologia da maratona: tomada de decisão, oscilação mental e torcida, Tapering (polimento) e preparação para provas técnicas como Boston
Citações
- “eu aprendi foi treinar lento que eu não sabia” — Marina Richwin
- “a gente no treinamento não garante nada né mas a gente faz o melhor possível baseado na ciência para que haja uma melhora de desempenho e também que a gente minimize o risco de lesão” — Ricardo Gigioli
- “meia maratona Ainda é muito cedo para você eh tomar qualquer tipo de decisão tanto para mais quanto para menos” — Ricardo Gigioli
- “eu larguei com muita vontade de fazer xixi isso foi ruim” — Marina Richwin