Ep. 291 — EP.11 - Genética e Saúde - Dr. Paulo Puccineli, Prof. João Pesquero e Chiaretto
Podcast que une a teoria à prática do universo do endurance. Conteúdos técnicos com embasamento científico de forma descomplicada e direta. Uma parceria do @meu.doc com o @stemmasports
Resumo
O episódio reúne o host Dr. Paulo Puccineli com o Prof. João Pesquero e Chiaretto para discutir genética aplicada à saúde, indo além do debate anterior sobre performance esportiva. A conversa parte da “pergunta de milhões”: ter predisposição genética para uma doença significa estar condenado a desenvolvê-la? A resposta central é que, embora existam condições em que uma variante é altamente determinística, na maior parte dos casos a genética não age sozinha e o ambiente, hábitos e escolhas modulam o risco e o desfecho. O Prof. João traz a visão de quem atua há décadas com diagnóstico de doenças genéticas raras e explica por que muitas doenças são multifatoriais e poligênicas. Mesmo quando há um gatilho externo (como um vírus), pode existir uma predisposição genética influenciando suscetibi
Destaques
- Genética pode ser determinística em algumas doenças monogênicas, mas em grande parte dos casos não é: ambiente, hábitos e atividade física podem atrasar sintomas ou até impedir a instalação clínica.
- Mesmo doenças aparentemente “não genéticas” (como infecções virais) podem ter componente de predisposição: a constituição genética influencia susceptibilidade, resposta imune e desfechos.
- Sedentarismo e baixa tolerância ao exercício podem ter explicações biológicas em casos raros (ex.: doenças que desencadeiam crises com esforço), mas para a maioria a chave é ajustar prescrição e progressão.
- Prescrição de treino padronizada (ex.: força máxima para todos) aumenta dor, frustração e abandono; alinhar o tipo de treino ao perfil individual melhora adesão e favorece longevidade.
- Epigenética conecta hábitos (fumar, beber, alimentação, exercício) à modulação de expressão gênica, influenciando inflamação crônica, obesidade e risco de doenças metabólicas.
- A pandemia evidenciou a interação entre obesidade e COVID-19 (“sindemia”), reforçando a necessidade de políticas públicas centradas em saúde, força muscular e capacidade funcional.
- Genômica está em rápida evolução: o custo do sequenciamento despencou, mas a interpretação ainda é probabilística em doenças complexas; relatórios de risco devem orientar prevenção, não determinismo.
Tópicos: Genética vs. determinismo e influência do ambiente, Epigenética, expressão gênica e inflamação crônica, Obesidade, sindemia com COVID-19 e saúde pública, Prescrição individualizada de exercício (força, potência, resistência) e adesão, Revolução do sequenciamento genético e limites da interpretação de risco
Citações
- “muitas vezes a A genética não é determinista” — Prof. João Pesquero
- “a gente se baseia as expressões projeto verão e trinque e faça né” — Chiaretto
- “o Brasil foi o país que mais engordou em média engordou 6,5 kg” — Chiaretto
- “no meu na minha opinião foi um dos maiores revoluções que teve na ciência essa na essa evolução na genômica” — Prof. João Pesquero