Ep. 106 — Ep.106 - Triatleta Hexacampeão Mundial do Ultraman - Alexandre Ribeiro
Ep.106 - Triatleta Hexacampeão Mundial de Ultraman - Alexandre Ribeiro - stemma podcast . No centésimo sexto episódio do @stemmasport tivemos a honra de conversar com o @alexandreultraman, a lenda do triathlon! O cara fez sua primeira maratona com 15 anos e foi um dos primeiros atletas a praticar o triathlon aqui no Brasil. Ele contou várias histórias desses mais de 30 anos de esporte e situações inusitadas que viveu. Também falou um pouco sobre o livro que acabou de lançar onde registrou esses diversos fatos do esporte e da sua vida . Hosts: @fabiobessaaa e @thikawamura . Edição: @vinimaker . Apoio: @z2foods | @quattroinvestimentos | @estudioh.br | @nwb.oficial | @centauroesporte | @loveripsum . #podcast #resenha #conversa #esporte #carreira #stemma #stemmapodcast #z2 #z2foods #quattro #quattroinvestimentos #estudioh #nwb #teianwb #centauro #centauroesporte #influenciadorescentauro #loveripsum #ultraman #triathlon #triatleta #ironman #alexandreribeiro . Citações: @kupaaoficial @dolabellacarlos @brasilironman @markallengrip @cea_brasil @nike @ricardo.arap @endorfinabr @raceacrossamerica @pvizacotri @armando_barcellos @alexandreluna515
Resumo
O episódio recebe Alexandre Ribeiro, hexacampeão mundial do Ultraman e uma das figuras mais importantes do triathlon de endurance no Brasil, para uma conversa que mistura memória esportiva, bastidores de competição e lições de vida. Ele conta como começou cedo no atletismo (10 km aos 10 anos) e como migrou para o triathlon ainda adolescente, fascinado pelo impacto cultural do Ironman do Havaí e pela narrativa de superação que viu em vídeos e reportagens. A conversa também contextualiza como era competir nos anos 80: pouco apoio, pouca estrutura, quase nenhum conhecimento local e um cenário onde ciclistas eram tratados como “alvo” nas estradas. O tom é de resgate histórico e inspiração, mas com realismo sobre custo físico, risco e disciplina. Alexandre detalha o salto de performance quando
Destaques
- A virada de performance veio menos de talento bruto e mais de acesso a método: o período na Califórnia em 1984 trouxe treinamento, alimentação e tecnologia que eram raros no Brasil, e isso se traduziu imediatamente em resultados competitivos.
- Nos primórdios do triathlon brasileiro, o problema não era só falta de estrutura de prova, mas também risco real no treino: ciclistas eram hostilizados na estrada, o que moldava uma mentalidade de sobrevivência e foco.
- Endurance extremo é tanto logística quanto físico: Race Across America e Ultraman exigem estratégia de turnos, staff eficiente, controle de sono e decisões rápidas para não colapsar.
- Motivação sustentável depende de significado, não de vaidade: Alexandre critica a inversão moderna em que equipamento e aparência vêm antes do amor pelo processo e da vontade de treinar.
- Nutrição em provas longas pode ser mais simples e individualizada: para ele, comida sólida e frutas funcionavam melhor do que grandes volumes de gel, especialmente em eventos de vários dias e menor intensidade relativa.
- Família e rede de apoio podem ser combustível competitivo: a prova em que levou os três filhos como staff ilustra como suporte emocional pode manter um atleta de pé mesmo doente.
- A transição pós-carreira precisa de substituição consciente: parar de competir sem manter atividade física pode levar a substitutos nocivos; manter movimento diário ajuda a preservar saúde mental e identidade.
Tópicos: História do triathlon e do Ironman no Brasil (anos 80) e evolução do esporte, Ultraman, Race Across America e os bastidores do endurance extremo (sono, staff, logística), Patrocínio, profissionalização e custos de competir internacionalmente, Treinamento, mentalidade e crítica à “cultura do equipamento” versus disciplina, Nutrição prática em provas longas e preferências por comida sólida, Transição de carreira esportiva, saúde mental e atividade física como prevenção
Citações
- “como você lê as histórias você começa a achar um nada ali” — Fábio Bessa
- “eu era um alvo a a ser a ser batido na estrada” — Alexandre Ribeiro
- “o material evoluiu demais na parte nutrição o ciclismo evoluiu muita coisa B hoje em dia parece um foguete né” — Alexandre Ribeiro
- “substituem por outra atividade física não pare não estanque de uma veada” — Alexandre Ribeiro