Ep. 330 — #47 - Treinar mais ou treinar melhor? Paulo Puccinelli | Café com Tri power by stemma
Recebemos @paulo.puccinelli para dizer o que a ciência diz sobre o impacto do volume, intensidade e experiencia em triatletas amadores de IRONMAN. PEGUE O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio reúne Sérgio Magalhães, Beto Nitrini e Wagner Espado para uma conversa com o médico do esporte e triatleta Dr. Paulo Puccinelli sobre um tema que vira e mexe divide o endurance: “treinar mais ou treinar melhor?”. A discussão parte de um artigo ligado ao doutorado do Paulo (com autoria principal da Dra. Rafa Sinisgal) que analisou amadores no Ironman e encontrou um resultado provocador: não apareceu uma relação direta entre mais horas de treino e melhor performance. Isso vira o fio condutor para falar de individualidade, dose-resposta e, principalmente, sobre o risco de buscar volume por sedução e comparação social. Ao longo do papo, o grupo amplia a conversa para como atletas interpretam dados, métricas e a própria evolução ao longo dos anos. Paulo explica que, no estudo, “volu
Destaques
- No contexto amador, mais horas de treino não se traduzem necessariamente em melhor performance no Ironman; a relação volume–resultado pode ser fraca ou inexistente dependendo do grupo analisado.
- Volume é importante, mas o fator decisivo é a absorção da carga: aumentar horas sem recuperação adequada eleva fadiga, risco de sobrecarga não funcional e piora de performance.
- Experiência no triathlon aparece como variável altamente associada à performance porque inclui constância, autoconhecimento e capacidade de ajustar esforço e descanso de forma inteligente.
- Monitorização moderna (HRV, decoupling, testes repetidos e sinais laboratoriais) ajuda a detectar quando o atleta está perdendo capacidade de sustentar potência/pace e entrando em espiral de cansaço.
- A “carga de vida” (sono, estresse, trabalho, família, rotina) precisa entrar no cálculo do treino; olhar só a planilha cria decisões ruins e comparações injustas.
- A obsessão por métricas (FTP/VO2/RP) pode levar à falsa expectativa de progresso linear e gerar frustração, mesmo quando há ganhos relevantes não capturados por um único número.
- HYROX cresce por ser padronizado, democrático e menos caro que triathlon, mas para se consolidar como esporte de elite precisa de estrutura de alto rendimento e controle antidoping.
Tópicos: Relação entre volume de treino e performance em amadores no Ironman, Individualidade fisiológica, dose-resposta e recuperação, Monitorização de carga (TRIMP/TSS/IF, HRV, decoupling) e sinais de overreaching, Experiência/constância como preditor de desempenho, Efeitos das métricas e redes sociais na mentalidade do atleta amador, HYROX como tendência e complementaridade ao endurance
Citações
- “não houve relação entre volume e performance no trion amador.” — Dr. Paulo Putinela
- “mais importante do que volume é entender absorção.” — Dr. Paulo Putinela
- “a que tem maior uma associação mais forte era a experiência no tripulo, mais que VO2, mais que economia de corrida, mais que velocidade aeróbia máxima” — Dr. Paulo Putinela
- “Carga de vida.” — Sérgio Magalhães
- “Eu acho que o Iron Man precisa ter uma coisa a mais, assim, acho que tem que ter um um a mais.” — Beto Nitrini