Ep. 601 — #04 - O que eu penso sobre os Tênis Chineses: Edu Suzuki (Tênis Certo) | stemma China
Nesse 4º episódio do podcast stemma China conversamos com @edu_suzuki, sócio-fundador do @teniscerto, o maior canal de review de tênis de corrida do mundo. @edu_suzuki compartilhou a sua visão sobre as marcas que já testou e discutiu questões importantes sobre preço vs. valor percebido dos tênis chineses pelos brasileiros. Saiba tudo o que pensa sobre os tênis chineses um dos profissionais mais relevante do mercado de tênis de corrida nesse episódio! stemma China 🇨🇳 é um Programa Original do @stemmasports (link do Episódio na Bio) sigam @stemma.china hosts: @fabiobessaaa & @cjgueiros gravação: @studiostemma edição: @bieell_barbosa & @gui_favotto123 capa: @pedroc.jr #stemmachina #stemma #china #teniscerto
Resumo
No episódio do ST China, Fábio Bess e Carlos Gueiros recebem Edu Suzuki, do canal Tênis Certo, para discutir a ascensão dos tênis chineses e por que o debate não deve se limitar a “ser barato”. A conversa parte do contexto de conteúdo e influência (reviews, custos de produção de vídeo e a lógica de escolha de modelos) e avança para um diagnóstico do mercado: tecnologia, qualidade de acabamento e a evolução de design e posicionamento das marcas chinesas. Eles também resgatam como a percepção “made in China” mudou, inclusive dentro da própria China, e como isso afeta a confiança do consumidor. Edu explica que o Tênis Certo historicamente prioriza modelos vendidos oficialmente no Brasil, mas que o contato com marcas chinesas cresceu via eventos como o The Running Event, onde executivos chine
Destaques
- Marcas chinesas vêm evoluindo rapidamente em acabamento e materiais, e muitas já colocam tecnologias avançadas em modelos de rodagem, não só nos “super tênis”, criando vantagem de custo-benefício.
- A entrada forte no Brasil depende menos de produto e mais de operação: impostos (incluindo antidumping), distribuição nacional, pós-venda, pronta entrega e custo de marketing/patrocínios podem eliminar o diferencial de preço.
- O primeiro grande alvo das marcas chinesas parece ser o mercado americano; o Brasil pode não estar no “topo da lista” estratégica, o que explica a ausência de uma avalanche oficial até agora.
- Validação cultural importa: ver chineses usando tênis chineses em majors acelera a percepção de qualidade, mas no Brasil a força de marca (Nike, Adidas etc.) ainda pesa muito na decisão, especialmente em preços acima de R$ 1.500–2.000.
- O ciclo acelerado de versões (3.0, 3.5 etc.) pode criar inovação contínua, mas também empurra descontos e reforça o rótulo “barato”, prejudicando posicionamento premium no varejo.
- Importação via AliExpress/dropshipping cria referência de preço irreal para o consumidor, além de fricções de tamanho, troca e prazo; a experiência logística brasileira (entrega rápida) aumenta essa expectativa.
- Há um risco de “hype” em reviews de tênis chineses (muitos conteúdos dizendo que tudo é ‘o melhor’), o que exige mais transparência e educação de compra consciente para o público.
Tópicos: Estratégia de entrada de marcas chinesas (EUA vs Brasil) e barreiras regulatórias, Preço vs qualidade: posicionamento e percepção do “made in China”, Operação e varejo no Brasil: distribuição, marketing, pronta entrega e pós-venda, Reviews, influência e compra consciente no mercado de corrida, Riscos de falsificação/réplicas e impactos em saúde e biomecânica
Citações
- “Eu imagino que o Brasil não deve est na lista principal dos países, senão eles já estariam aqui de alguma forma, né?” — Edu Suzuki
- “Quando você vê esse movimento do chinês usando o tênis chinês, já fala assim: "Pô, se os caras que estão acostumados a correr de Nike, Adidas, Puma, New Balas estão correndo com tênis chinês? Tem alguma coisa".” — Edu Suzuki
- “Meu Deus do céu. Eu gosto de ver esses vídeos de réplica, mas eu sou totalmente contra isso daí. Pô, primeiro a gente tá falando de saúde, pô.” — Edu Suzuki
- “Será que esse tênis chinês ele vai continuar sendo competitivo? Porque a gente sabe que o brasileiro ele é sensível a preço, né?” — Edu Suzuki