Ep. 602 — #31- Dor e Perfomance: quando parar e quando seguir? Dra Fernanda Lima, Café com Tri power by stemma
Episódio especial com @fefarlima Médica Especializada em Medicina Esportiva e Desempenho Humano, com sólida atuação no cuidado, prevenção e orientação de atletas amadores e profissionais. Dr Fernanda é reconhecida pelo olhar técnico e acolhedor, integra ciência, experiência clínica e prática esportiva para oferecer tratamentos personalizados e baseados em evidências. Apaixonada por esporte, é também ciclista ativa, participando de desafios, treinos e eventos que reforçam sua visão integrada entre saúde, performance e qualidade de vida. Sua vivência no ciclismo fortalece sua atuação como médica, permitindo compreender de perto as demandas físicas e emocionais dos atletas. Com atualização contínua em fisiologia do exercício, longevidade e medicina preventiva, Dra. Fernanda se destaca por promover uma abordagem completa, humana e inspiradora voltada ao bem-estar e ao alto rendimento! PEGA O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon
Resumo
O episódio reúne Wagner Espad, Betonite e Sérgio “Gordinho” em uma conversa descontraída e direta sobre dor e performance no esporte de endurance, com a participação da Dra. Fernanda Rodrigues Lima (reumatologista, médica do esporte e coordenadora do ambulatório de atletas do Hospital das Clínicas). A pauta gira em torno do dilema clássico do atleta: quando a dor é um “sinal normal” do treinamento e quando é um alerta real de lesão. Entre piadas e histórias pessoais de lesões (tendão patelar, ruptura de posterior, dores persistentes), o trio cria o cenário perfeito para a convidada organizar conceitos práticos de avaliação e tomada de decisão. A Dra. Fernanda explica que dor é um mecanismo de proteção, mas não é sinônimo obrigatório de lesão anatômica imediata. Ela diferencia a dor espera
Destaques
- Dor é um mecanismo de alerta e proteção e pode existir sem lesão anatômica imediata; o contexto e o padrão (persistência, piora, repouso e localização) definem o risco.
- Dor pós-treino difusa e tardia (DOMS) é comum; já dor localizada que repete “em todo treino e no mesmo lugar” merece investigação e ajuste de técnica/carga.
- O paradigma moderno em medicina do esporte favorece reabilitação com movimento adaptado, mantendo aeróbio e força possível, em vez de repouso absoluto prolongado.
- Dor pode centralizar (dor nociplástica) quando o “sistema de alarme” entra em looping, com hipervigilância e catastrofização; educação, terapia manual/agulhamento e modulação medicamentosa podem ajudar a “desprogramar” vias de dor.
- Carga de treino é a combinação de volume, intensidade, densidade e frequência; não é só “tiro vs rodagem”, e o retorno pós-lesão costuma recolocar intensidade por último.
- Lesão não tratada ou compensação mecânica aumenta risco de novas dores em cadeia (tornozelo-joelho-glúteo-lombar) e pode piorar economia de movimento.
- Recovery e prevenção: sono é o maior modulador de recuperação; musculação reduz risco de lesões; alongamento tem papel preventivo limitado e hipermobilidade pode aumentar lesões; gelo é potente e deve ser usado com critério.
Tópicos: Dor aguda vs dor crônica e dor nociplástica (central), Tomada de decisão do atleta: quando parar e quando seguir treinando, Psicologia da dor: hipervigilância, catastrofização e motivação na reabilitação, Gestão de carga no endurance (volume, intensidade, densidade e frequência), Prevenção e recovery: musculação, alongamento, sono, gelo e sauna, Riscos do uso de anti-inflamatórios antes de provas
Citações
- “prestam atenção naquela dor que fica persistente, aquela dor que ao invés de melhorar, ela vai piorando o dia a dia, aquela dor que mesmo quando você tá em repouso, ela tá ali apitando.” — Dra. Fernanda Rodrigues Lima
- “Se você não parar, o corpo te para.” — Wagner Espad
- “Você tem que ajudar o seu atleta a ressignificar o que tá acontecendo ali. E como um atleta é um bicho movido a metas, você fala: "Ó, seu trabalho agora não vai ser fazer o bing a tandra. Sua meta vai ser daqui duas semanas eu quero esse joelho já sem derrame."” — Dra. Fernanda Rodrigues Lima
- “antiinflamatório não hormonal, né? Que não corticoide, voltarem cataflã, profenide para lá, não é dopping oficial, mas não é recomendado eh por risco de eh você aumentar a chance de ter uma rabomiólise, que é lesão aguda muscular, de você ter uma disfunção renal.” — Dra. Fernanda Rodrigues Lima