Ep. 610 — #30 -Das raízes ao presente: a evolução da corrida e do triathlon com Marcos Paulo Reis
Neste episódio do @cafecomtriathlon, recebemos @mpauloreis, fundador da @mprassessoria e um dos grandes nomes por trás da construção da corrida de rua e do triathlon no Brasil. Em uma conversa rica e cheia de história, falamos sobre sua trajetória no esporte, os bastidores do início das assessorias esportivas no país e como eram os treinos, os atletas e a mentalidade daquela época. Marcos Paulo também compartilha sua visão sobre o que mudou ao longo dos anos — desde a profissionalização do mercado até o comportamento dos atletas — além de suas crenças, métodos e aprendizados construídos ao longo de décadas. Um episódio para quem quer entender não só performance, mas a evolução do esporte no Brasil através de quem ajudou a construir essa história. Então clica aqui. PEGA O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon
Resumo
O episódio reúne Beto Nitrine, Sérgio Magalhães e Wagner Espadoto para um papo longo e bem franco com Marcos Paulo Reis, figura histórica da corrida e do triathlon no Brasil. Entre brincadeiras internas (Pix, boné, “velho do parque”) e memórias de treinos antigos, a conversa vira um panorama sobre como o esporte amador se transformou nas últimas décadas. Marcos Paulo resgata a evolução do ecossistema (provas, comunidades, assessorias e mídia) e defende que a popularização trouxe algo valioso: hoje “todo mundo corre”, por saúde e pertencimento. Ao mesmo tempo, ele alerta para o lado menos bonito: a “polícia” do esporte e a pressão para encaixar todo mundo num mesmo modelo de performance. A principal tese do convidado é que a corrida e o triathlon ficaram mais democráticos e mais sociais, m
Destaques
- A corrida e o triathlon se tornaram mais horizontais e democráticos: mais gente pratica, por saúde e pertencimento, e não apenas por performance.
- O papel da assessoria mudou: para muitos alunos, o valor está tanto (ou mais) na comunidade, acolhimento e socialização quanto no plano de treino.
- Métricas e tecnologia ajudam, mas podem aumentar ansiedade e dependência; o atleta “criado” é o que sabe fazer força e tomar decisões mesmo sem a muleta do número.
- A comparação constante (redes sociais, rankings, tempos) gera frustração e distorce objetivos; nem todo mundo será “bom” e isso não é um problema.
- Existe um conflito geracional sobre autoridade e educação no treino: o treinador precisa orientar e cobrar, mas o aluno moderno tende a chegar “com prato pronto” e questionar tudo.
- O foco do triathlon migrou das provas curtas/olímpicas para Ironman e 70.3; muita gente começa pelo fim, pulando a base (5k/10k, sprint/olímpico), o que prejudica evolução e segurança.
- Em temas sensíveis como doping e suplementação, a conversa aponta mais para cultura e incentivos (competição amadora com dinheiro/exposição) do que para caça às bruxas; ainda assim, o excesso de suplementos é visto como um problema crescente.
Tópicos: Evolução da corrida e do triathlon no Brasil (história, provas e comunidades), Mudança do perfil do atleta amador e o papel das assessorias, Tecnologia, métricas, ansiedade e dependência no treinamento, Cultura esportiva brasileira, ídolos e profissionalização, Doping, suplementação e incentivos na competição amadora
Citações
- “As pessoas estão querendo rotular o que o Serginho quer, cara.” — Marcos Paulo Reis
- “Quando eu não sei, eu não respondo.” — Marcos Paulo Reis
- “Eu não pedi para nenhum de vocês estarem aqui.” — Wagner Espadoto
- “Como você enxerga ou como você lida com a finitude?” — Beto Nitrine
- “Muito mal. Faço terapia, morro de medo, tenho pânico, já contei para todo mundo muito mal, muito mal, muito mal.” — Marcos Paulo Reis