Ep. 623 — #108 - Biomecânica da Corrida: Sara Crossatti| stemma perfomance
No episódio de hoje, conversei com a Sara Crosatti sobre biomecânica da corrida. Falamos sobre os principais aspectos da biomecânica, o que observar na corrida e como pequenos ajustes podem impactar diretamente na eficiência e na prevenção de lesões. Também entramos em um tema muito importante: as particularidades da corrida no triathlon. Discutimos como a corrida do triatleta é diferente, principalmente por acontecer após o ciclismo, e o que isso muda na técnica, na postura e na forma de treinar. Uma conversa prática e cheia de insights para quem quer evoluir na corrida dentro do triathlon. Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Host: @bruna_mahn Edição: @acqua_xtreme Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports #stemmaperfomance
Resumo
Gravado em uma edição especial durante o Ironman 70.3 Curitiba, o episódio traz um papo técnico e prático sobre biomecânica da corrida e suas particularidades no triatlo. O host apresenta a convidada Sara Crossatti como uma referência local para explicar por que “correr no triatlo” não é igual a “correr na rua”, principalmente após o ciclismo. Ao longo da conversa, eles desmontam a ideia de que basta calçar um tênis e sair correndo, sem cair em fórmulas mágicas. O foco é mostrar o que é natural na corrida, o que pode (e deve) ser ajustado com experiência e como evitar decisões precipitadas no início. A trajetória da Sara aparece como a base do que ela ensina: ela começou a correr em 2006 por um motivo emocional — uma perda na família — escolhendo a corrida como alternativa a medicação. Es
Destaques
- Corrida é natural e simples, mas ajustes biomecânicos mais finos só fazem sentido após o atleta construir lastro (experiência, volume e consistência), evitando excesso de pensamento no iniciante.
- A esteira pode piorar a mecânica por induzir corrida mais “sentada”; isso aumenta batida do pé e risco de canelite, e pode ser mitigado com leve inclinação do tronco e aterrissagem mais suave.
- Não existe “jeito certo” universal de correr: anatomia (quadril, pés, pronação/supinação) e histórico do atleta mudam o que é eficiente e seguro para cada um.
- Treinos educativos são úteis como força específica, mobilidade e ativação neuromuscular, mas não são solução mágica nem substituem fortalecimento fora da corrida.
- Fortalecimento melhora economia de corrida (eficiência energética) de forma mais consistente do que promessas de ‘prevenir lesão’ com relação direta de causa e efeito.
- Tênis (especialmente placa de carbono) pode alterar a biomecânica; para amadores que perdem economia com a fadiga, o ganho pode virar risco, então avaliação e critério importam.
- No triatlo, a corrida pós-bike tende a começar com quadril rígido e postura encaixada; treinos de brick e um início mais controlado (2–3 minutos) aceleram o ‘encaixe’ sem quebrar a prova.
Tópicos: Biomecânica da corrida (rua vs. triatlo), Economia de corrida, lastro e progressão do iniciante, Educativos, mobilidade, ativação neuromuscular e fortalecimento, Esteira vs. rua: ajustes e prevenção de canelite/fascite, Tênis, placa de carbono e testes biomecânicos, Treinos de brick e estratégia de transição no triatlo
Citações
- “Eu sempre falo, gente, a corrida é simples, é algo natural.” — Sara Crossat
- “Existe um sistema fisiológico que chama chama estado estável do exercício. Se o seu organismo passou mais de 3 minutos, de três a 4 minutos fazendo aquela atividade em baixa intensidade, ele consegue manter.” — Sara Crossat
- “A esteira, a biomecânica da esteira, ela estraga a nossa biomecânica, né?” — Sara Crossat
- “Olha, o educativo de corrido não educa, a gente não consegue educar o corpo, né?” — Sara Crossat
- “Saiu da transição, aí pensa.” — Sara Crossat