Ep. 674 — #24 - Triathlon sem lesão: o que todo atleta precisa saber - Dr Wander Ama | Café com Tri
Qual é a transição mais difícil para um triatleta? Treinar forte é importante, mas treinar saudável é essencial. No @cafecomtriathlon, o @drwanderama compartilha sua experiência como médico e triatleta para falar sobre prevenção de lesões, equilíbrio entre volume e intensidade, importância do fortalecimento, sinais de alerta e estratégias para manter constância ao longo da temporada. Um episódio para quem quer performance com responsabilidade! Então clica aqui, pegue seu café… e vem com a gente! ☕🏊♂🚴♀🏃♂ Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio reúne Beto Nitrine e Wagner Espadoto no Café com Tri para uma conversa prática e bem-humorada sobre como treinar triathlon (e corrida) com menos lesões, recebendo o ortopedista e triatleta Dr. Vander Ama. A dinâmica começa leve, mas rapidamente entra em um “raio-x” do que mais derruba atletas amadores: dores que parecem pequenas, mas viram crônicas por insistência, falta de fortalecimento e erros de progressão. O convidado traz a visão de quem opera casos graves no hospital e, ao mesmo tempo, vive na pele as tentações do atleta que quer manter ritmo e volume. No fim, o episódio vira quase um manual de tomada de decisão: quando investigar, como ajustar treino e por que o retorno precisa ser progressivo. Na parte técnica, Dr. Vander lista as três lesões mais comuns em triatletas
Destaques
- As três lesões mais frequentes em triatletas/corredores citadas foram síndrome patelofemoral, síndrome do trato iliotibial (joelho do corredor) e síndromes de impacto como canelite/periostite, que podem evoluir para fratura por estresse se negligenciadas.
- A síndrome do trato iliotibial tende a estar mais ligada ao aumento de volume (repetições/quilometragem) do que à intensidade (tiros), sobretudo quando o corpo não está adaptado ao novo patamar.
- Fortalecer quadril e melhorar mobilidade articular é tão importante quanto fortalecer quadríceps e estruturas do joelho, porque muitos sintomas no joelho têm origem em déficits “acima” (cadeia cinética).
- Recorrência costuma indicar causa raiz não resolvida (biomecânica, sono, força, carga) ou retorno apressado; se o padrão não muda, o resultado tende a se repetir.
- O modelo atual prioriza manter movimento com segurança: usar cross training (nadar/pedalar/alternativas) para preservar condicionamento e saúde mental, evitando agravar o tecido lesionado.
- Recovery ‘high-tech’ ajuda, mas o principal ainda é o básico: sono como maior alavanca de recuperação, somado a nutrição e organização de carga; o resto é complementar.
Tópicos: Lesões mais comuns em triatletas e corredores (joelho do corredor, patelofemoral, canelite/periostite), Causa raiz de lesões: biomecânica, fortalecimento, mobilidade e carga (volume vs intensidade), Retorno ao treino e reabilitação progressiva com comunicação entre médico, fisioterapeuta e técnico, Cross training e saúde mental durante lesão, Recovery moderno vs fundamentos (sono, nutrição, recuperação)
Citações
- “Eu sempre falo assim, o dia que eu acordar sem dor é porque eu tô morto.” — Sérgio Magalhães.
- “Então, uma coisa que é muito frequente é o não fortalecimento da região do quadríceps, mas uma coisa que ninguém pensa relacionado ao joelho é o fortalecimento da musculatura do quadril.” — Dr. Vander Ama
- “Uma coisa base, eu acho que realmente é o que você tá falando da comunicação, né?” — Dr. Vander Ama
- “Eu acho que a gente não pode, pensar em recovery se não pensar também no principal, na minha opinião, que é o sono.” — Dr. Vander Ama