Ep. 635 — #106 - Menopausa e Performance: Dra Potyra Labonia | stemma perfomance
Menopausa ainda é um assunto cercado de dúvidas — mas falar sobre isso é fundamental. No novo episódio do podcast, conversamos com a @drapotyra , Médica Ginecologista, sobre menopausa e os impactos dessa fase na vida da mulher. Falamos sobre sintomas, mudanças no corpo e, principalmente, como a atividade física pode ser uma grande aliada para atravessar esse período com mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. A menopausa é uma fase natural da vida e quanto mais informação tivermos, mais tranquilidade teremos para lidar com ela! Se você está passando por esse momento, se quer se preparar para ele ou conhece alguém que possa se beneficiar dessa conversa, esse episódio é para você. Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Host: @bruna_mahn Edição: @acqua_xtreme Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports #stemmaperfomance
Resumo
No episódio #106 do STEMA Performance, Bruna Mã recebe a Dra. Potyra Labonia para uma conversa prática sobre perimenopausa, menopausa e como essa transição impacta não só a saúde, mas também a performance esportiva. Potyra traz a visão de quem veio da mastologia/oncologia, migrou para a medicina esportiva e hoje une ginecologia com fisiologia do exercício para atender mulheres ativas e atletas. A conversa começa desmistificando a ideia de que menopausa “chega de repente” e reforça que sintomas podem surgir muitos anos antes da última menstruação. O episódio se posiciona como um guia de consciência corporal e tomada de decisão informada, com foco em qualidade de vida. Um dos pontos centrais é entender que a perimenopausa pode começar até 10 anos antes da menopausa (definida como 12 meses s
Destaques
- A perimenopausa pode começar até 10 anos antes da menopausa; o sono costuma ser o primeiro grande sinal de alerta (dificuldade de iniciar/manter o sono, acordar cedo ou acordar cansada).
- Acordar à noite para “fazer xixi” pode ser consequência de sono fragmentado e não necessariamente de bexiga cheia; é um marcador prático para investigar qualidade de sono e contexto hormonal.
- Treinar não atrasa a menopausa, mas tende a reduzir sintomas e aumentar a flexibilidade metabólica; já na performance, a principal mudança é a piora da adaptação ao treino e do tempo de recuperação conforme estradiol cai.
- Na fase 40+, muitas atletas relatam “treino mais e não saio do lugar”; a estratégia pode exigir menos volume, mais precisão e sessões mais curtas/estruturadas, com nutrição adequada para suportar recuperação.
- Reposição hormonal deve ser guiada por sintomas e individualidade; exames podem estar “normais” mesmo com queixas importantes na perimenopausa, o que exige um profissional com olhar clínico atualizado.
- Progesterona bioidêntica é citada como uma das primeiras reposições por impacto no sono; estradiol é central para fogachos, disposição, libido e recuperação, enquanto testosterona entra como doping no esporte e deve ser discutida com cautela.
- Suplementação-base mencionada para mulheres 40+ e atletas: creatina, vitamina D, magnésio (escolhendo o tipo conforme sintomas), zinco e ômega-3; proteína adequada é indispensável e carboidrato não deve ser demonizado.
Tópicos: Perimenopausa e menopausa: sinais precoces, idade e definição clínica, Sono, humor e neurotransmissores na transição hormonal, Performance esportiva feminina 40+: adaptação ao treino, recuperação e risco de lesão, Reposição hormonal: estradiol, progesterona bioidêntica, riscos e mitos, Testes genéticos e metabolômica para personalização terapêutica, Suplementação e nutrição para mulheres 40+ (creatina, vitamina D, magnésio, zinco, ômega-3 e proteína)
Citações
- “A menopausa não é o fim, é o começo de uma nova fase que pode ser melhor do que a que você já teve,” — Dra. Potira Labonia
- “Não é sobre o exame, é sobre o que você tá sentindo” — Dra. Potira Labonia
- “a menopausa não é o fim do mundo.” — Bruna Mã
- “Estrogênio e progesterona não são doping, tá bom?” — Dra. Potira Labonia