Ep. 85 — Ep.117 - Maratonista Sub 3 e 3º Lugar na Maratona da Disney - Coca Ferrão
--- 0:00:00 introdução 0:03:00 Porque Coca e não Carol? 0:06:00 Primeiro contato com os esportes 0:17:00 Ciências Sociais e Micrometas 0:24:00 Primeira Maratona 0:30:00 Troféu Nike 0:35:00 Maratona da Disney 0:46:00 Ciclo para Chicago 0:56:00 Expectativa para Boston 0:59:00 Momento Z2 Quattro Indica 1:05:00 Perguntas da Galera
Resumo
No Ep.117 do Fintech Makers, Fábio Bessa e Thiago Camura recebem Carolina “Coca” Ferrão para uma conversa que mistura performance, disciplina e bastidores reais de ciclos de maratona. A Coca conta de onde veio o apelido (herdado do colégio e da família), como o esporte sempre esteve presente desde a infância em um colégio alemão com métricas e metas por idade, e como a corrida deixou de ser “só correr” quando ela entrou em uma assessoria. Ao longo do papo, fica claro que a evolução dela foi construída por micrometas (sub-25 no 5K, depois sub-20, depois sub-40 no 10K) e por consistência, não por atalhos. A trajetória de carreira aparece em paralelo: indecisão de curso, tentativas em universidades, mudança de cidade, frustração com vestibular e o “encaixe” quando ela encontra Ciências Socia
Destaques
- Evolução na corrida tende a ser construída em camadas: Coca descreve anos batendo na trave até destravar metas (sub-25 no 5K, depois sub-20, depois sub-40 no 10K), mostrando que consistência supera pressa.
- Ciclo de maratona exige mais do que treino: descanso, agenda social, recuperação e detalhes de rotina (escada, salto, frio, hidratação) viram fatores críticos para evitar lesão e sustentar performance.
- Saber abrir mão é estratégia: ao se lesionar no ciclo de Buenos Aires, ela priorizou a Disney (mais cara e principal objetivo), preservando saúde e evitando recaída por “tentar fazer tudo”.
- Treino em grupo e pertencimento aumentam adesão e performance: ela destaca o valor do pelotão, do suporte nos longos e de um ambiente sem competição tóxica ("que legal você tá melhor que eu").
- Em prova internacional, logística muda o jogo: hidratação em copo aberto, frio em trechos isolados e GPS instável podem bagunçar execução; treinar cenários e estratégias alternativas ajuda.
- Performance não é linear e a cabeça pesa: a Coca relata dor, solidão e pensamentos de abandono na Disney, mas usa a própria trajetória para sustentar a decisão de terminar e, no fim, chega ao pódio.
- Regras e vieses podem afetar atletas: o episódio aborda a desclassificação em uma prova no Brasil associada à leitura de que um homem estaria “puxando” uma mulher, levantando debate sobre critérios e equidade.
Tópicos: Evolução na corrida por micrometas (5K, 10K, meia e maratona), Lesão, prevenção e rotina de recuperação em ciclo de maratona, Maratona da Disney: inscrição, perrengues e 3º lugar, Chicago Marathon: sub-3 (2h56) e estratégia de prova, Treino em grupo (BR Sports) e o impacto do coletivo na performance, Polêmica de desclassificação e debate sobre correr em pelotão misto
Citações
- “Eu era tipo do pensamento de não vou pagar para correr acho que todo mundo já pensou isso várias pessoas assim pagar para correr na rua” — Coca Ferrão
- “Eu falei não eu vou abrir mão de de Buenos Aires e foi muito assim Acho que foi a melhor decisão” — Coca Ferrão
- “eu pensei que eu não fosse conseguir terminar a maratona de verdade assim” — Coca Ferrão
- “eu quero fazer uma prova sem dor” — Coca Ferrão