Ep. 672 — #105 - Monitoramento das respostas fisiológicas durante o exercício: José Cruvinel Neto
Neste episódio, falamos com @cruvineto sobre o papel dos wearables no treinamento esportivo e como a tecnologia vem transformando a forma de acompanhar a performance dos atletas. Discutimos dispositivos capazes de monitorar dados em tempo real, como glicemia durante o exercício, perda de sódio e sais minerais pelo suor e até a temperatura corporal em esforço. Essas informações permitem uma análise muito mais precisa e individualizada, ajudando treinadores e atletas a ajustarem estratégias de nutrição, hidratação e intensidade de treino de forma personalizada. Ao longo do episódio, exploramos como esses equipamentos contribuem para otimizar a performance, prevenir riscos e levar o treinamento a um nível mais inteligente e eficiente. Episódio completo já disponível em nossas plataformas! (Links na Bio) Esse conteúdo foi produzido com o suporte de: @z2performance @terabyteshop @kingstonbrasil Host: @bruna_mahn Edição: @acqua_xtreme Arte: @pedroc.jr #stemma #stemmapodcast #stemmasports #stemmaperfomance
Resumo
Bruna Mã abre o episódio explicando que hoje é possível monitorar, em tempo quase real, variáveis fisiológicas que antes eram “invisíveis” para a maioria dos atletas: glicemia, perda de eletrólitos no suor e temperatura corporal. Para aprofundar o tema, ela recebe José Cruvinel Neto, médico do esporte e do trauma, conhecido por sua paixão por dados e por aplicar tecnologia no acompanhamento de atletas de endurance. A conversa é guiada por situações práticas de treino e prova, sempre separando “segurança” de “performance”, e reforçando a ideia de que o objetivo dos dispositivos não é “garantir vitória”, mas reduzir incertezas e individualizar decisões. Ao longo do episódio, o tom é didático e pragmático, com exemplos reais de ajustes que mudam o resultado do treino. No bloco sobre monitora
Destaques
- CGM (Libre) em atletas saudáveis serve menos para “medo de hipoglicemia” e mais para evitar depleção desnecessária de glicogênio, melhorando recuperação e qualidade de adaptação ao treino.
- O valor absoluto da glicose importa menos do que a tendência ao longo do treino; a meta prática é evitar episódios de hipoglicemia durante a sessão e terminar com glicemia estável para suportar o pós-treino.
- Estratégias como jejum podem funcionar apenas para alguns perfis (ex.: alta capacidade de oxidar gordura), e em outros levam a hipoglicemias repetidas, piora da composição corporal por neoglicogênese e queda de performance.
- Sensores de suor/eletrólitos (NYX/HDrop) ajudam a planejar performance (hidratação e sódio) em condições específicas; para segurança, a regra “beba quando tiver sede” reduz risco de hiponatremia por excesso de água.
- Câimbra é frequentemente neuromuscular e relacionada à intensidade; medir eletrólitos pode ser útil para objetivar e excluir hipóteses quando o atleta atribui tudo ao sódio.
- Monitoramento de temperatura do core permite ajustar intensidade em calor e fazer aclimatação; acima de certos limiares, o treino vira sofrimento com pouco benefício e cresce o risco de hipertermia.
Tópicos: Monitoramento contínuo de glicose (CGM/Libre) para performance, Reposição de carboidratos, timing e training the gut, Treino em jejum, Fatmax e riscos de hipoglicemia e perda muscular, Hidratação e eletrólitos: NYX/HDrop, hiponatremia vs desidratação, Temperatura do core, aclimatação ao calor e prevenção de hipertermia
Citações
- “Eu brinco que eu não, eu não compro uma bicicleta, né? Eu compro um Garmim que tem roda e pedal.” — José Cruvinel Neto
- “Se você tá tendo essa fome, tá errando suprimentação.” — José Cruvinel Neto
- “Hipertermia leva a colapso. Hipertermia leva à morte.” — José Cruvinel Neto
- “O importante é individualizar e nunca é uma regra, né?” — José Cruvinel Neto