Ep. 675 — #43 - L’Étape Brasil, Propósito & Formação, Fernando Cheles | Na Roda do stemma
🎙️Ep. 43 - L’Étape Brasil, Propósito & Formação: Fernando Cheles | Na Roda do stemma com Gisele Gasparotto Nosso convidado é ciclista desde a adolescência, passou pela estrada, pista, MTB, BMX e downhill, competiu em nível estadual, nacional e internacional, e construiu sua relação com a bike muito antes de qualquer cargo ou evento. É bacharel em Ciências do Esporte, estudou a motricidade e a condução da bicicleta, deu aulas, formou base, trabalhou com crianças, com espaço público e com educação através do esporte. E é justamente por ter essa vivência profunda — da base ao alto rendimento, do asfalto ao pump track — que hoje ele é um dos heads de um dos maiores eventos de ciclismo do país, o @letapebrasil, com etapas em Campos do Jordão, Cunha e Serra Negra. @fernandocheles seja muito bem-vindo ao Na Roda do Stemma! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma Apoio: @terabyteshop & @kingstonbrasil #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo
Resumo
O episódio recebe Fernando Shelles para uma conversa longa sobre como a bicicleta pode ser mais do que esporte: pode ser propósito, educação e uma forma de organizar a vida. Ele revisita a própria trajetória no ciclismo desde a adolescência, passando por estrada, pista, BMX e down hill, além de experiências competitivas em níveis estadual, nacional e internacional. A conversa mostra como a vivência prática (inclusive erros e quase quedas) virou repertório técnico para ensinar, gerir projetos e desenhar eventos com foco em segurança. Ao longo do papo, o host também puxa temas espinhosos do ciclismo amador, como gregários e antidoping, conectando cultura esportiva com ética e operação. Fernando detalha a virada profissional quando percebeu, ainda na faculdade, que o que faltava no ciclismo
Destaques
- A experiência do atleta (especialmente em modalidades técnicas como downhill e BMX) vira ferramenta prática para organizar provas mais seguras: entender curvas, gargalos, frenagem e zonas de risco muda o desenho operacional do evento.
- Motricidade e “flow” são base de segurança e performance: aprender a conduzir a bike no terreno (sem depender só de força) reduz tombos e cria ciclistas mais completos, especialmente para iniciantes.
- Projetos de base podem escalar quando combinam comunidade + apoio público + método: a reforma de uma pista abandonada em Londrina evoluiu para um centro nacional, mostrando o efeito multiplicador de infraestrutura esportiva acessível.
- Cunha foi um caso real de percurso tecnicamente ‘quebrador’ (calor + subidas intervaladas + inclinações altas), o que levou o L’Étape a ajustar rotas para ser mais inclusivo sem perder o DNA de desafio.
- Gregários no amador: o episódio separa ‘cultura do ciclismo’ (vácuo e trabalho em grupo existem) de distorções de resultado e logística; a grande linha vermelha é o “gregário pipoca” que usa estrutura sem pagar.
- Antidoping em prova amadora: a visão do convidado é pró-testagem e pró-cultura de saúde; ele alerta que substâncias vendidas como estética/anti-envelhecimento podem gerar vantagem esportiva e cair em regras antidoping.
- Desenhar percurso é equilibrar desejo esportivo com permissão pública e impacto urbano: no Rio, a complexidade operacional por bairros e rotas críticas foi enorme; em novas sedes, a viabilidade vem antes do ‘percurso perfeito’.
Tópicos: L’Étape Brasil: segurança, operação e desenho de percurso, Formação de base no ciclismo: BMX, motricidade e projetos públicos, Cultura do ciclismo amador: pelotões, vácuo e gregários, Antidoping em provas amadoras e ética de competição, Gestão de eventos esportivos em cidades (caso Rio vs interior de SP)
Citações
- “porque descida boa é descida segura.” — Gi
- “O nosso acelerador é o freio, né? você você vai ganhar prova quanto menos você usar o freio, só que você não pode cair” — Fernando Shelles
- “Eu acho assim, eh, eu eu tenho, claro, a minha opinião como um profissional do esporte e tenho e ela influencia diretamente, na minha opinião, de gestor ali da parte técnica do Letup.” — Fernando Shelles
- “A minha opinião como profissional do esporte é um, o gregário é um dopping mecânico.” — Fernando Shelles
- “O que você vai fazer dos 20 aos 80 são 60 anos de vida, cara.” — Fernando Shelles