Ep. 685 — #22 - Construindo um Triatleta: Luciano Taccone e Eduardo Braz | Café com Tri power by stemma
Neste episódio do @cafecomtriathlon, recebemos o triatleta @luciano_taccone 🇦🇷 e seu treinador @eduardobraz_coach para uma conversa profunda sobre processo, escolhas e maturidade esportiva. Taccone relembra sua trajetória no triathlon olímpico, os desafios do ciclo rumo a Tóquio, as frustrações impostas por lesão e pandemia, e a decisão de migrar para a longa distância. Eduardo Braz detalha os bastidores do início da parceria, a dinâmica dos treinos em grupo no SESI, as adaptações técnicas e culturais, além da construção estratégica que levou Taccone a se tornar um dos principais nomes do IRONMAN na América do Sul. Um episódio sobre confiança, método e o que realmente sustenta a performance em alto nível! Então clica aqui, pegue seu café… e vem com a gente! ☕🏊♂🚴♀🏃♂Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @studiostemma capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio reúne os hosts Wagner Espadoto, Betão e Sérgio Magalhão para conversar com o triatleta argentino Luciano Taccone e seu treinador Eduardo Braz sobre a construção de performance no triathlon de longa distância. Taccone conta sua trajetória iniciando nas curtas distâncias, com foco no ciclo olímpico que o levou a competir nos Jogos do Rio 2016, além de bons resultados em Copas do Mundo e Jogos Pan-Americanos. Ele descreve a mudança de rota após o acidente que quebrou a clavícula e a chegada da pandemia, fatores que dificultaram o segundo ciclo olímpico e aceleraram a transição para o Ironman. Ao longo da conversa, fica claro como a carreira é feita de janelas de oportunidade e de decisões pragmáticas sobre onde investir energia, tempo e recursos. Um dos fios condutores é a diferen
Destaques
- A transição de curta para longa distância muda a vida do atleta: menos treino coletivo, mais autonomia, mais logística e maior necessidade de consistência em sessões longas e solitárias.
- Em provas como Ironman Florianópolis, para o profissional a corrida “começa” antes: natação + T1 + os primeiros 20 km da bike são decisivos e são disputados em intensidade muito alta, diferente da dinâmica do amador.
- Melhorar ciclismo em longa distância passa por adaptação à bike de contrarrelógio: posição sustentável, aerodinâmica (CDA), conforto para manter potência e evitar lesões; “watts” sem velocidade não ganham prova.
- A cultura de treino e estrutura (como a rotina 7h–19h, três períodos e ambiente favorável) pode ser tão determinante quanto talento, pois permite absorver carga com recuperação e repetibilidade.
- Nutrição evoluiu: aumentar carboidratos por hora exige treino do trato gastrointestinal e produto adequado; falhas de abastecimento e troca de marca podem destruir o plano energético e a performance.
- Treino e competição são ‘dois mundos’: atletas fortes conseguem usar o grupo para elevar nível sem levar para a prova o peso psicológico de ficar atrás em sessões específicas.
- Há um fator externo relevante na dinâmica do ciclismo profissional: motos/TV podem gerar vantagens aerodinâmicas que influenciam o resultado, tema reconhecido como polêmico mas real.
Tópicos: Transição do triathlon olímpico (ITU) para longa distância (Ironman), Estratégia de prova e dinâmica profissional vs amador em Florianópolis, Treinamento em grupo, estrutura (SESI/Newco) e carga semanal, Ciclismo: aerodinâmica, bike fit, adaptação à posição de TT e performance, Nutrição esportiva: ingestão de carboidratos por hora e logística de abastecimento, Influência de motos/TV e regras na dinâmica do ciclismo em provas profissionais
Citações
- “al final lo que importa no son los wats que uno aplica sino la velocidad que uno logra deslocamento.” — Luciano Tacconi
- “Eu tava concentrado em fazer definir a prova na T1, que é e quando eu falo T1 é aquele combo final de natação, a transição em si e os primeiros 20 km.” — Eduardo Braz
- “o brasileiro ele ele não tem a cultura desportiva do ciclismo. Ponto.” — Eduardo Braz
- “Esse esses primeiros 20 km que a gente tava, eu tava lá em Floripa assistindo a prova pela primeira vez, cara, os primeiros 20 km dos profissionais é um negócio insano, né?” — Wagner Espadoto