Ep. 687 — #41 - Victoria de Sá: Referência Feminina na Ultradistância do Ciclismo | Na Roda do stemma
Hoje, na roda, a gente recebe uma mulher que redefiniu o que é resistência no ciclismo brasileiro. Ela compete onde quase ninguém chega. Pedala sozinha, por dias, em ambientes extremos, tomando decisões o tempo todo — físicas, mentais e estratégicas. @vickydesa é referência mundial em provas de autossuficiência, pioneira, vencedora e, acima de tudo, alguém que entende profundamente o que significa sustentar escolhas. Seja muito bem-vinda, Victoria de Sá! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @studiostemma Apoio: @terabyteshop & @kingstonbrasil #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike
Resumo
O episódio recebe Victoria de Sá (Vic), uma das maiores referências brasileiras em ultradistância no ciclismo, para destrinchar como alguém passa a pedalar por dias, muitas vezes sozinha, em ambientes extremos e sob regras rígidas de autossuficiência. Ela volta à infância, quando o pai a inspirou e a bicicleta era principalmente diversão, e explica como a liberdade de pedalar sozinha numa cidade pequena no Rio Grande do Sul moldou sua autonomia e confiança. Mais tarde, já em São Paulo, ela migra da bike como locomoção para um envolvimento profundo com grupos, treinos e desafios, até descobrir que preferia provas menos caóticas do que o pelotão tradicional. O papo também mostra como a comunidade (e encontrar “sua tribo”) pode ser tão determinante quanto o desempenho. Vic explica a lógica d
Destaques
- Ultradistância é um esporte de escolhas sustentadas: físico importa, mas estratégia, logística e cabeça determinam o resultado tanto quanto (ou mais que) potência e velocidade.
- Autossuficiência real muda tudo: mapear água e cidades, lidar com restrições de hospedagem/apoio, escolher rota e controlar peso/volume na bike vira parte central da performance.
- A mesma quilometragem pode ter dificuldade totalmente diferente dependendo do dia, do acúmulo de fadiga, do clima e da altitude; em ultra, contexto é “multiplicador” de sofrimento ou eficiência.
- Consistência vence emoção: em provas longas e com chuva/frio, a abordagem “devagar e sempre” reduz colapsos e pode levar a resultados gerais muito altos, inclusive contra homens.
- Comunidade é o fator de permanência no esporte: encontrar “sua tribo” (mais lifestyle ou mais planilha) mantém motivação e cria um terceiro espaço social fora do trabalho e da casa.
- Existe um custo psicológico extra para mulheres em provas solo no Brasil por risco de violência; não é “igual” ao risco masculino e isso influencia participação, escolhas e até quais provas fazer.
- Para começar, o caminho é incremental: ultra é a soma de partes pequenas (ir à padaria, duplicar, repetir), e o ciclismo ensina paciência e evolução ao longo do tempo.
Tópicos: Ultradistância e provas de autossuficiência no ciclismo, Estratégia, logística e preparação mental para endurance extremo, Everesting e treinos de escalada/altimetria acumulada, Comunidade e clubes (Fuga CC) como retenção e pertencimento no esporte, Gênero e segurança da mulher em treinos e competições no Brasil
Citações
- “Hoje na roda do sistema, a gente recebe uma mulher que redefiniu ou definiu o que é resistência no ciclismo brasileiro, principalmente.” — Gi
- “É a liberdade social de você só ter que fazer três coisas na vida, que é pedalar, comer, dormir.” — Vic
- “Chega de ter dó de mim, cara, porque sem querer ainda ou não, né, no fim, convenhamos, é uma escolha nossa tá lá.” — Vic
- “Eu tenho um problema social de violência contra a mulher no Brasil.” — Vic
- “A gente tem ciclos de altas e baixas, mas meu as coisas passam, tipo o tempo é rei.” — Vic