Ep. 705 — #38 - Nutrição sem Dogmas: Carboidrato, Estratégia e Performance no Mundo Real | Na Roda do stemma
Na nutrição esportiva, poucas áreas geram tanta confusão quanto a alimentação durante o treino e a prova. Carboidrato é tudo igual? Existe uma fórmula ideal? Por que profissionais diferentes recomendam estratégias tão distintas? Hoje, na roda do stemma, recebemos @mariebaraillonnutri, nutricionista com pós-graduação em Nutrição Esportiva, ciclista e apaixonada por performance. Marie trabalha com estratégias nutricionais voltadas para rendimento, composição corporal e emagrecimento de forma inteligente — sem extremismos, sem terrorismo alimentar e com foco no que realmente funciona no mundo real. Este é um episódio para quem quer sair do “copiar protocolo” e aprender a pensar melhor sobre nutrição e performance! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br Apoio: @terabyteshop & @kingstonbrasil #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike
Resumo
O episódio gira em torno de nutrição esportiva “sem dogmas” aplicada ao ciclismo real, com a nutricionista e ciclista Mari Barraon conversando com a host Gi sobre como comer melhor para treinar, competir, emagrecer e sustentar performance. A conversa começa com a trajetória da Mari no esporte, influenciada por pais muito atletas e pelo mountain bike na infância, passando por um período de trauma com quedas e a retomada na pandemia. Ao se mudar para São Paulo, ela migra para a bike de estrada e se apaixona pela adrenalina e pela rotina de treinos. Esse pano de fundo dá contexto para a abordagem prática que ela defende: menos protocolo copiado e mais adaptação ao corpo e ao objetivo. A história pessoal mais marcante é a transição de carreira: Mari se formou em advocacia, mas decidiu mudar p
Destaques
- Carboidrato no treino não é tudo igual: glicose, frutose e palatinose diferem em velocidade de absorção e impacto na energia; a escolha deve considerar duração/intensidade e tolerância gastrointestinal.
- Em treinos longos, combinar glicose e frutose ajuda a evitar saturação de transportadores intestinais e pode reduzir desconfortos, além de facilitar maior aporte de carboidrato por hora.
- Para prova e pré-prova, a preferência é por carboidratos simples e baixos em fibra (arroz branco, purê, macarrão, géis/balas) para facilitar digestão e entrega rápida de energia.
- Proteína no pré (até 1 hora) e no intra não é prioridade para energia e pode atrapalhar digestão; a estratégia de aminoácidos para “não perder massa” é, em geral, menos eficiente que carboidrato para o objetivo de desempenho.
- Dá para conciliar emagrecimento e performance, mas o déficit calórico precisa ser moderado e planejado para não derrubar intensidade, recuperação e imunidade; tempo e periodização importam.
- Atletas amadores erram ao copiar práticas de profissionais sem o mesmo gasto energético; quantidade e necessidade (ex.: intra-treino) dependem de duração e intensidade, não de moda.
- Autonomia nutricional vem de hábitos simples: ler rótulos, reduzir ultraprocessados/corantes/adoçantes desnecessários, manter frutas/verduras, hidratação e sono como pilares.
Tópicos: Nutrição esportiva no ciclismo (intra-treino e prova), Carboidratos: glicose, frutose, palatinose e proporções 2:1, Emagrecimento com performance e déficit calórico, Jejum no treino, proteína e aminoácidos: mitos e aplicações, Hidratação no dia a dia e em treinos (cor da urina, sede, eletrólitos)
Citações
- “A gente fica até brincando que tudo na nutrição você vai me perguntar, falar: "Depende para que, para quem?"” — Mari Barraon
- “É carboidrato, não tem segredo não, gente.” — Mari Barraon
- “O nosso pré-treo, ele é mais psicológico do que qualquer coisa.” — Mari Barraon
- “A gente tem que fazer a hidratação planejada, porque você vai desidratar.” — Mari Barraon