Ep. 723 — #35 - Gisele Gasparotto - Onde a força encontra o propósito | Na Roda do stemma
Neste episódio especial do Na Roda do stemma, @giselegasparotto passa para o outro lado da conversa! Conduzida por @jocelineabe_, @yeska_braga e @sicastro - alunas da @luluciclismo - ela não fala apenas de ciclismo, resultados ou projetos. Fala de trajetória. De escolhas. De mudanças internas que não aparecem nos números, mas transformam vidas. É um mergulho na mulher por trás da atleta, da empreendedora e da comunicadora. Na força que constrói, mas também na sensibilidade de ouvir, acolher e se reinventar! Um episódio sobre coragem emocional, propósito e impacto real. Porque a verdadeira força não é apenas a que puxa no pedal — é a que transforma pessoas! Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike
Resumo
O episódio é uma inversão de papéis: Gisele Gasparotto, normalmente apresentadora do “Na Roda do Estema”, vira entrevistada por Joceline (Jô), Simone e Iesca — alunas da Lulu Ciclismo. Ao longo da conversa, ela reconstrói sua trajetória pessoal e profissional, destacando como o esporte e a convivência com pessoas transformaram seu jeito de ser. A narrativa é íntima e pragmática: menos sobre troféus e mais sobre processo, medo, persistência e construção de comunidade. Gisele conta que veio de uma formação e carreira muito “de exatas” (administrativo, financeiro, planilhas) e de um ambiente rígido, com referências masculinas fortes e disciplina intensa. O ciclismo entra primeiro como mobilidade em São Paulo, ainda em 2005, e só depois vira esporte e competição, especialmente após a maternid
Destaques
- O ciclismo foi mais formador do que educação formal para Gisele: ensinou paciência, limite, gestão de expectativas e a impossibilidade de controlar tudo.
- A entrada na bike como mobilidade (e não como esporte) mostra como hábitos só se consolidam quando estrutura e incentivos mudam — no caso dela, vender o carro foi o gatilho.
- A tese fundadora da Lulu Ciclismo combina dois gaps do mercado: técnica (segurança e domínio) e acolhimento (didática para iniciantes e para quem tem medo).
- A demanda reprimida era maior do que parecia: muitas mulheres queriam pedalar, mas eram barradas por medo, falta de mão na massa e um ambiente historicamente machista.
- O conteúdo e a comunidade têm efeito terapêutico e de transformação pessoal, mas Gisele reforça que a mudança vem das próprias alunas; a Lulu entrega ferramentas e possibilidade.
- Visibilidade cobra preço: redes sociais amplificam julgamento, culpabilização da vítima e pressão estética; combater isso exige narrativa, responsabilidade e educação do público.
- A visão de futuro é criar um legado independente da fundadora, com processos, equipe apaixonada e uma cultura que continue formando e retendo mulheres no esporte.
Tópicos: Empreendedorismo e construção de comunidade (Lulu Ciclismo), Ciclismo como ferramenta de autonomia, autoestima e saúde mental, Mulheres no esporte: medo, acolhimento, machismo estrutural e credibilidade, Disciplina, resiliência e aprendizado pela dificuldade, Pressão estética e preconceitos no ambiente esportivo e nas redes sociais
Citações
- “Eu gosto de falar que eu não sou, eu estou.” — Gisele Gasparotto
- “Se isso fala assim: "Giséli, eu te odeio, tá tudo bem". Entendeu? [risadas] Não tem problema.” — Gisele Gasparotto
- “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” — Gisele Gasparotto
- “Eu tenho a confirmação de que eu faço um trabalho que realmente eh não sou eu que transforma a vida das pessoas.” — Gisele Gasparotto