Ep. 745 — #14 - Zona 2 e o Coração: o melhor treino para a saúde cardiovascular | Café com Tri power by stemma
No episódio de hoje do @cafecomtriathlon recebemos a cardiologista @dra.lucianajanot para um bate-papo profundo e acessível sobre um dos temas mais discutidos no endurance: treinar em Zona 2 é realmente o melhor caminho para fortalecer o coração, melhorar a saúde cardiovascular e a performance? Pegue o seu café e vem com a gente! ☕🏊♂🚴♀🏃♂ Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @estudioh.br capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
No episódio #14, Sérgio Magalhães, Beto Nitrini e Wagner Espadoto recebem a Dra. Luciana Janô para destrinchar por que o treino em Zona 2 (Z2) virou pauta central no endurance — não só por performance, mas por saúde cardiovascular. Entre piadas internas, histórias antigas e a relação de longa data entre Wagner e a médica (que, segundo ele, acompanha seu “coraçãozinho magoado” desde o InCor), a conversa rapidamente sai do senso comum do “treino tem que doer” e entra em fisiologia aplicável ao dia a dia do atleta amador. O trio também coloca a Z2 no contexto real de quem treina em rua, trilha e montanha, onde ritmo e frequência cardíaca nem sempre caminham juntos. O resultado é um papo prático, com alertas importantes sobre avaliação, limites e consistência. A Dra. Luciana define a Z2, na l
Destaques
- Z2 (no contexto do episódio) é tratada como intensidade próxima ao primeiro limiar (L1), onde há início de transição metabólica, mas ainda com controle fisiológico e baixa tendência à acidose.
- O objetivo central do treino em Z2 é aumentar economia e capacidade oxidativa, com destaque para biogênese mitocondrial e deslocamento do limiar para intensidades mais altas ("empurrar isso pra frente").
- Treinar leve é difícil mais pela mecânica e pelo ego do que pela teoria: muitas vezes exige andar em subidas e aceitar que “treinar leve não é sexi”, mas isso sustenta a capacidade de treinar/competir forte.
- Para saúde cardiovascular, Z2 é fundamental por reduzir entrada precoce em acidose, especialmente relevante em populações com insuficiência cardíaca ou pós-eventos cardíacos, onde eficiência metabólica é prioridade.
- Avaliação cardiovascular e atenção aos sinais do corpo são essenciais em provas e treinos longos; o exercício é estressor e eventos podem ocorrer com doença de base desconhecida, inclusive durante a recuperação.
- “Coração do atleta” geralmente é adaptação normal (estrutura, elétrica e microcirculação), mas existe uma “zona cinza” quando há crescimento exagerado e histórico clínico que exige diferenciar fisiologia de doença.
- Para delimitar Z2/limiares, teste cardiopulmonar em laboratório funciona bem para a maioria dos amadores quando bem executado, e o lactato é uma excelente ferramenta complementar para checar e ajustar zonas no campo.
Tópicos: Treino em Zona 2 (Z2) e primeiro limiar (L1), Biogênese mitocondrial, economia e metabolismo oxidativo, Saúde cardiovascular, reabilitação e risco em provas, Coração do atleta, adaptações e “zona cinza”, Testes de limiar: laboratório (ergoespirometria) vs campo e lactato
Citações
- “Treinar leve não é sexi.” — Wagner Espadoto
- “Nossa, doutora, hoje eu treino menos e eu ganhei mais performance, mas eu não tenho um caso.” — Dra. Luciana Janô
- “Sabe aquele 10 que você faz fácil e que começou a ficar difícil, mas não é difícil porque você tava num dia ruim.” — Dra. Luciana Janô
- “Quando meu irmão, ninguém treina mais leve que o meu irmão quando tem que treinar leve, mas ninguém treina mais forte que ele quando tem que treinar forte.” — Wagner Espadoto