Ep. 746 — #31 | Corrida, pop-arte e espaço pra mim: porque hobbies femininos importam, com Júlia Girls Who Run
Nesse episódio, o papo é sobre uma coisa que parece simples, mas é revolucionária: ter tempo pra si. Ter hobbies. Ter prazer. Ter identidade além das obrigações. Porque enquanto hobbies masculinos são super glorificados, os femininos ainda são vistos como fúteis, infantis ou dispensáveis. E a corrida entra nisso também — como hobby, como espaço de autocuidado, de liberdade e de reconexão. Pra esse papo a gente trouxe uma convidada que representa muito bem essa geração que corre, cria e vive suas paixões sem pedir desculpa. Hoje recebemos a Júlia (@dailyjupa): corredora, criadora de conteúdo, trabalha na Amazon, amante da pop‑arte e que está se preparando para correr sua segunda meia‑maratona. Hosts: Mari Real @ma.rianareal e Marcella Fanti @chefanti Patrocinio: @luposportoficial - GIRLSWHORUN10 para adquirir a meia do corredor e outros produtos com desconto (link: https://www.lsport.com.br/espaco-corredor?utm_source=pod-girls-who-run ) Apoio: bom bowls - cupom girlswhorun Estúdio: @estudioh.br Produção: @stemmasports Edição:Gabriel Barbosa #girlswhorun #podcastdecorrida #stemmatv #corridafeminina #runningera #luporun #corredoras #maratona
Resumo
O episódio gira em torno de uma tese simples e provocativa: hobbies femininos importam porque são uma forma de autocuidado, identidade e até resistência. As hosts Mariana Real e Marcela Fant conectam a corrida com o tema central, mostrando como o esporte pode ser um espaço de liberdade e reconexão para mulheres que vivem sob cobrança constante. A conversa também denuncia o duplo padrão cultural: hobbies masculinos são tratados como “paixão” e “tradição”, enquanto hobbies femininos ainda são reduzidos a futilidade. A convidada Júlia (Ju), criadora de conteúdo e gerente na Amazon, conta que sempre foi uma pessoa ativa, mas que sua constância com esporte se consolidou a partir de 2023, quando viveu um “burntinho” (sinais de burnout) e ansiedade alta. Ela descreve como a corrida entrou primei
Destaques
- Hobbies femininos são frequentemente desvalorizados por um viés cultural e machista, enquanto hobbies masculinos (como futebol) são socialmente legitimados como identidade e paixão.
- A corrida pode funcionar como ferramenta de autocuidado e gestão de saúde mental, criando hábitos indiretos (sono, alimentação, disciplina) que transbordam para outras áreas da vida.
- Redes sociais e algoritmos podem transformar hobby em performance, intensificando comparação e ansiedade; reduzir tempo de tela e curar o consumo (silenciar/treinar algoritmo) é uma estratégia de proteção.
- Longevidade no esporte pode ser uma métrica mais saudável do que pace e performance, especialmente quando tentativas de intensificar treinos levam a lesões recorrentes.
- Hobby é um dos caminhos mais efetivos para criar novas amizades na vida adulta, substituindo os antigos ambientes estruturados de socialização (escola/faculdade).
- A conexão entre mulheres via hobbies fortalece redes de apoio e pode ser vista como resistência a padrões históricos de isolamento e controle social.
Tópicos: Hobbies femininos, identidade e machismo cultural, Corrida como autocuidado, saúde mental e longevidade no esporte, Comparação, performance e impacto das redes sociais/algoritmos, Comunidade, amizade na vida adulta e redes de apoio entre mulheres
Citações
- “Porque enquanto os hobbies masculinos são glorificados, os femininos ainda são vistos como fúteis, infantis ou dispensáveis.” — Mariana Real
- “Não foi um burnoutão, mas foi um burntinho.” — Júlia
- “Eu não consigo me imaginar mais numa rotina em que eu vivo só para trabalhar, por exemplo, tipo, não entra na minha cabeça.” — Júlia
- “Eu devolvo 100% desconforto pra pessoa.” — Júlia