Ep. 765 — 🎙 Mary Ortega | Especial Itaú BBA IRONMAN 70.3 Aracaju 2025
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Resumo
No episódio especial gravado na cobertura do Itaú BBA IRONMAN 70.3 Aracaju 2025, a conversa com Mary Ortega foca menos no glamour da prova e mais no que acontece quando o corpo e a mente pedem pausa. Ela conta que, após o último Ironman, voltou a treinar “achando que tava tudo bem”, mas percebeu rapidamente que os treinos não estavam mais encaixando. A partir do 70.3 do Rio, veio a clareza: tinha passado do ponto e precisava de um descanso significativo. O ponto central do relato é a leitura de sinais de overreaching/overtraining e a importância do atleta comunicar isso com precisão ao treinador. Mary descreve a “virada de fio” — quando o esforço deixa de gerar adaptação e passa a destruir performance e saúde — e como ela e o treinador alinharam a decisão de não correr São Paulo nem Flori
Destaques
- Overtraining pode aparecer mesmo quando o atleta acredita estar recuperado; sinais como treinos que “não encaixam” precisam ser levados a sério.
- A comunicação atleta-treinador é decisiva: o treinador não sente o corpo do atleta e depende do relato para ajustar periodização versus descanso real.
- Descanso estruturado (inclusive ficar dias sem fazer nada) pode evitar uma “condição bem pior” e encurtar o tempo de retorno à boa forma.
- Repriorizar rotina e limites de trabalho é parte da performance; tentar sustentar simultaneamente carga profissional alta e alto rendimento pode quebrar o processo.
- Mudar a estratégia (reduzir bike e natação e priorizar corrida e força) pode gerar ganhos rápidos e mensuráveis, como vitórias em provas de rua.
- Coragem de interromper o plano e recomeçar com outra abordagem é uma competência de alta performance, não um sinal de fraqueza.
- Saúde e sustentabilidade devem ser a prioridade; desempenho vem como consequência de uma vida treinável e equilibrada.
Tópicos: Overtraining e overreaching em atletas de endurance, Periodização, descanso e retorno em Z1, Gestão de rotina e trade-offs entre trabalho e treino, Mudança de estratégia: foco em corrida e treinamento de força, Preparação mental e expectativas para o IRONMAN 70.3 Aracaju
Citações
- “Não vou estar em São Paulo e não vou estar no 70.3 Florianópolis porque o que eu tô sentindo é a necessidade de descanso, de parar.” — Mary Ortega
- “Que bom que você se permitiu, porque muitas vezes esse diagnóstico tem que vir de um médico, né? Um overreaching, um overtraining, né?” — Host
- “Quando eu terminei a o 70.3 do Rio, eu percebi que tinha passado do ponto e meu treinador a gente falou: "Passamos o ponto, né?"” — Mary Ortega
- “Eu fiquei aí próximo a, sei lá, uns 15 dias sem fazer nada.” — Mary Ortega
- “Aconselho vocês aí a não fazer nada. Tem que caber isso na vida de todo mundo. Ah, no dá. Dá, tem que dar.” — Mary Ortega