Ep. 784 — #29 - França no Berço, Pódio no Brasil: Mariana Louise, Campeã do L’Étape - percurso 66km
Hoje a gente recebe uma ciclista que, talvez sem saber, nasceu num dos berços do ciclismo mundial — a França — e muitos anos depois cruzou a linha de chegada como a Campeã do L’Étape Campos do Jordão no percurso de 66km Ela é @marilouise__, head de contas globais e apaixonada por esportes desde sempre. Uma mulher que lidera equipes pelo mundo e encara as montanhas com a mesma garra que encara a vida.” Já aproveita e se inscreve no nosso canal do stemma no YouTube e siga no Spotify na roda do stemma (Links na Bio!)! Host: @giselegasparotto Edição: @acqua_xtreme Artes: @pedroc.jr Gravação: @estudioh.br #stemma #stemmasports #narodadostemma #ciclismo #bike #ciclista #giselegasparotto
Resumo
O episódio gira em torno da trajetória de Mariana Louise, francesa criada no Brasil, que encontrou no ciclismo uma virada pessoal e uma forma de sustentar uma carreira intensa. Ela conta que só começou a pedalar de verdade há cerca de dois anos, depois de transitar por corrida, natação e uma tentativa de triatlo. A conversa mostra como a bike saiu do lugar de “complemento” para virar prioridade inegociável de autocuidado e desempenho. Ao longo do papo, o host destaca o contraste entre nascer “no berço do ciclismo” e descobrir o esporte tardiamente no Brasil. Mariana detalha como foi a construção prática da performance: primeiro Letap (Campos 2023), evolução em 2024 e a vitória em 2025 no percurso de 66 km. Ela descreve a disciplina com planilha, o ajuste de rotina (agenda em “tétris”), o
Destaques
- Transformar o pedal em compromisso “inegociável” de autocuidado ajuda a sustentar rotinas de alta exigência profissional sem depender de motivação do dia.
- Evolução rápida no ciclismo (em ~2 anos) é possível quando há consistência, treino estruturado (zonas/Z2), métricas e metas controláveis (tempo/potência), em vez de comparação com terceiros.
- O rolo pode ser um acelerador técnico e fisiológico por manter aplicação contínua de força, reduzindo variações e aumentando eficiência de pedalada.
- Performance melhora quando os pilares são tratados como sistema: treino, alimentação (sem restrição extrema), recuperação, sono e redução de comportamentos que sabotam consistência (álcool/festas pós-treino longo).
- O esporte transfere competências para liderança: resiliência, tolerância ao desconforto, visão de processo e capacidade de lidar com altos e baixos em negociações longas.
- No ciclismo feminino, o amador está forte em comunidade e comunicação, mas o elite ainda carece de investimento, calendário e oportunidades de pelotão; igualdade precisa vir como ponto de partida para destravar profissionalização.
- Conteúdo e influência podem nascer de autenticidade e feedback do nicho: mesmo audiências pequenas geram impacto real e podem abrir portas com marcas e projetos futuros.
Tópicos: Disciplina, rotina e treino estruturado (zonas/Z2/planilha), Evolução rápida no ciclismo amador e construção de performance em provas, Relação entre esporte, resiliência e liderança no trabalho, Ciclismo feminino: comunidade no amador e desafios no elite, Rolo, alimentação e pilares de performance, Criação de conteúdo, influência e possíveis transições de carreira
Citações
- “eu quero sempre fazer algo por mim durante o dia. Alguma coisa eu tenho que fazer por mim. E aí eu defini que minha prioridade do fazer por mim de todas as coisas que tem é pedalar.” — Mari
- “na grande maioria dos meus dias é inegociável o momento da minha que eu vou pedalar.” — Mari
- “Às vezes eu tô passando por um momento difícil no trabalho e aí eu tô subindo a serra lá de campos, eu falo: "Cara, não aguenta um pouquinho que vai chegar".” — Mari
- “quando a gente ama muito o negócio, a gente quer tornar aquilo o nosso meio de vida.” — Gi
- “Cara, mas a gente tem que começar com a igualdade, porque como que uma pessoa que vai viver do esporte, né, consegue dedicar?” — Mari