Ep. 795 — #10 - De Volta ao Triathlon: Recuperando a Performance Após a Gestação | Café com Tri powered Stemma
No episódio de hoje do @cafecomtriathlon, recebemos @cicacarvalho9 e @paulaponte.c para uma conversa franca e inspiradora sobre os desafios e as conquistas do retorno ao triathlon depois da gestação. Elas compartilham suas experiências pessoais, o processo de readaptação física e emocional, e como equilibrar maternidade, treino e performance. Um episódio imperdível para atletas, mães e para quem acredita que o esporte pode (e deve) acompanhar todas as fases da vida! Parceiro do Café com Tri pra esse episódio: @seekdopa PEGA O SEU CAFÉ E VEM COM A GENTE!!! ☕🏊♂🚴♀🏃♂ hosts: @sergiomagalhaes1 @betonitrini @wagner__41 @erikamagrisse produção: @stemmasports pauta & conteúdo: @cafecomtriathlon edição : @acqua_xtreme gravação: @estudioh.br capa: @pedroc.jr #cafecomtri #stemma #triathlon #triatleta
Resumo
O episódio reúne Wagner Espadot e Betle Trini no comando do Café com Tri, com a reestreia de Érica Magrice e as convidadas Paula Ponte e Cissa Carvalho para um papo profundo sobre voltar a treinar e competir após a gestação — especialmente na transição para a segunda gravidez/segundo filho. As histórias das convidadas trazem o contraste entre a identidade de atleta competitiva e a identidade de mãe, com destaque para o impacto emocional de perceber que a vida anterior não “encaixa” mais no mesmo formato. O tom alterna leveza e humor com reflexões bem honestas sobre rotina, culpa, julgamento social e escolhas. Paula descreve a primeira maternidade como o maior choque psicológico, simbolizado pela troca do “quartinho do treino” pelo quarto da filha, e explica como migrou para a corrida por
Destaques
- A maior mudança psicológica tende a ocorrer na transição do “zero para um filho”, quando a identidade de atleta é confrontada com a nova identidade de mãe e a rotina deixa de girar em torno do treino.
- Para muitas mães atletas, a barreira central de retorno à performance é mais logística (tempo, sono, cuidados, deslocamentos, tralha do triathlon) do que física; por isso corrida e treinos mais simples ganham protagonismo.
- Existe uma cobrança social assimétrica: mães são julgadas tanto por treinar (abandono/culpa) quanto por não treinar (autocuidado), enquanto pais raramente recebem as mesmas perguntas sobre “com quem ficou a criança”.
- Treinar na gestação frequentemente é menos sobre performance e mais sobre saúde mental, manutenção mínima, controle de ganho de peso e prevenção de um retorno mais difícil no pós-parto (“contenção de danos”).
- Musculação aparece como peça-chave no pós-parto para reconstrução de massa magra e resiliência, já que o triatleta tende a negligenciá-la e o período de amamentação/rotina pode aumentar perda de massa.
- A rede de apoio (parceiro, família, ajuda paga, flexibilidade no trabalho) define possibilidades concretas; comparar rotinas e ‘voltas rápidas’ entre mães diferentes é uma armadilha emocional.
- A maternidade reduz o egoísmo do esporte competitivo e muda a relação com resultados: a presença e o exemplo para os filhos passam a importar mais do que tempo, pódio ou perfeição do plano.
Tópicos: Retorno ao esporte e performance após a gestação, Identidade de atleta vs. identidade de mãe, Logística, rede de apoio e divisão de tarefas parentais, Julgamento social e culpa materna no esporte, Treino na gravidez, saúde mental e musculação no pós-parto, Nutrição na gestação e hábitos alimentares na infância
Citações
- “É um portal que você passa que não tem volta, você não volta para você depois não consegue lembrar, imaginar como é que era a sua vida antes de ter filhos".” — Cissa Carvalho
- “Se você treina, você tem um julgamento. Quem tá com o teu filho, quem tá olhando, é porque você saiu de casa, porque não sei que lá. Se você não treina, aí também tem um julgamento.” — Érica Magrice
- “Eu me livrei de um egoísmo muito forte que eu tinha na e um enfoque muito grande na minha performance, dos meus horários, no assim, no que eu poderia fazer.” — Paula Ponte
- “Não se compare. Sabe, cada um tem um marido, cada um tem uma rede de apoio, as pessoas são diferentes.” — Érica Magrice